Na última quarta-feira, entrevistei o coronel Timóteo, comandante da Região Metropolitana da Polícia Militar da Paraíba. Durante a conversa, relembramos o caso do vaqueiro — hoje falecido — que tinha um extenso histórico criminal. Segundo o coronel, ele havia sido apreendido 10 vezes quando menor de idade e outras 6 vezes após alcançar a maioridade.
Em uma entrevista concedida anteriormente a repórteres, o vaqueiro chegou a declarar que havia quebrado uma viatura da Polícia Militar e que não estava arrependido. Disse ainda que, ao sair da cadeia, quebraria novamente qualquer viatura que encontrasse pela frente. Ou seja, além de colocar a própria vida em risco, colocava também a vida de homens e mulheres que são pagos para defender a sociedade.
O coronel destacou os absurdos que cercaram essa trajetória e o destino que muitas vezes esses indivíduos encontram por consequência das próprias escolhas e de brechas existentes na legislação. Um exemplo citado por ele: na penúltima prisão, o vaqueiro foi liberado da delegacia apenas meia hora depois, voltou às ruas e quebrou outra viatura da Polícia Militar, sendo preso novamente em seguida.
Mas, dessa vez, o vaqueiro resolveu ir além. Optou por afrontar uma leoa no Parque Arruda Câmara, na capital paraibana. Segundo explicou o coronel Magno, especialista na área de cinofilia e profundo conhecedor do comportamento animal, um cão treinado para caça, quando se vê solto, ataca o primeiro alvo que identifica como presa — seja outro animal, uma criança, um idoso ou um adulto.
Agora imagine isso multiplicado pela força e instinto de uma leoa que estava quieta em seu recinto, sendo apenas observada pelos visitantes. De repente, alguém — em total desequilíbrio mental e emocional — decide invadir o espaço do animal. Quem conhecia o vaqueiro sabia que ele era destemido, por vezes imprudente. Se ele foi capaz de quebrar viaturas com policiais dentro, já demonstrava o tamanho da sua ousadia e da sua falta de temor.
Infelizmente, essa atitude o levou ao próprio fim. Foi ele quem escolheu seguir até esse desfecho trágico.
Ficam aqui nossos sentimentos à família e também a todas as pessoas que presenciaram essa cena de horror, provocada pela atitude do próprio vaqueiro.




