Por que o Tocantins está há seis anos sem ações do “novo cangaço”?

A resposta está na firmeza das ações policiais e no respaldo do Estado

Há uma pergunta que precisa ser feita — e respondida com clareza:
por que o Tocantins está há cerca de seis anos sem ataques do chamado “novo cangaço”?

A resposta não está em discursos vazios, mas em ações energéticas, planejamento estratégico e, principalmente, respaldo institucional aos homens e mulheres que estão na linha de frente do combate ao crime.

O remédio para as pragas é simples: determinação dos comandos, coragem da tropa e apoio irrestrito do governo às ações legais das forças de segurança.

Há cerca de cinco anos, bravos guerreiros da Polícia Militar do Tocantins neutralizaram cinco criminosos que tentaram implantar essa nova modalidade de ataque a cidades no estado. A ação entrou para a história como a Operação Canguçu, reconhecida não apenas no Tocantins, mas em todo o Brasil.

A operação contou com integração entre a Polícia Militar, Polícia Civil e forças policiais de estados que fazem fronteira com o Tocantins. À frente da missão estava o então comandante coronel Francinaldo Bó, hoje secretário da Casa Militar do Governo do Estado.

Segundo relato do próprio coronel, “teve bandido até pro jacaré”. A frase, que ganhou repercussão, faz referência a um episódio curioso ocorrido ao final da operação. Quando a maioria dos policiais já havia deixado o local e restavam apenas os “caveiras”, um barulho chamou atenção às margens de um rio. Ao observarem, perceberam que um jacaré arrastava o corpo de um dos criminosos que, possivelmente, participou da ação contra o Estado.

O episódio simboliza algo maior: o bandido só respeita a força do Estado quando ela é exercida com autoridade.

As estatísticas comprovam. O problema não é se o Brasil é mais ou menos violento — o problema é a falta de firmeza no enfrentamento ao crime organizado. Enquanto se brinca de “pega-ladrão” ou se relativiza a atuação policial, criminosos reincidentes, faccionados e em total desobediência à lei continuam sendo colocados de volta nas ruas.

Hoje, infelizmente, muitos criminosos já não temem a prisão. Em alguns casos, preferem estar no sistema prisional a tentar viver de forma digna em sociedade. E o custo disso é alto. Muitas vezes, o Estado gasta mais com um preso do que um pai de família consegue ganhar, mesmo trabalhando de madrugada para sustentar sua casa.

Isso é inaceitável.

É preciso reconstruir o país a partir da valorização dos homens e mulheres de bem. Policiais que saem diariamente às ruas, de forma ostensiva, arriscando a própria vida para proteger a população, precisam ser respeitados, protegidos e apoiados.

Não se trata apenas da Paraíba. Trata-se de uma política nacional de segurança pública. O Tocantins, com menos de 4 mil policiais militares, se tornou referência. Enquanto isso, estados com efetivos superiores a 10 mil policiais ainda convivem com sensação de insegurança e descaso institucional.

Não se pode aceitar que um policial, no exercício legal da profissão, reagindo a uma injusta agressão, seja tratado como criminoso. O policial tem nome, família, endereço fixo e histórico funcional. Ele não é ameaça à sociedade — ele é sua defesa.

O exemplo do Tocantins precisa ser seguido.
O exemplo do coronel Francinaldo Bó precisa ser reconhecido.
O exemplo de um governo que dá respaldo às forças de segurança precisa ser replicado.

Em 2025, tive a honra de conhecer de perto esse guerreiro e entender um pouco mais da cultura firme e resiliente do povo tocantinense. Isso só reforçou uma certeza: bandido só respeita quando o Estado se faz respeitar.

Parabéns a Palmas, ao Tocantins, ao coronel Francinaldo Bó e ao governador do Estado pelo apoio irrestrito às ações legais da Polícia Militar.
Um exemplo para o Brasil.

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