Em entrevista exclusiva ao Caveirão da Notícia, a secretária de Estado do Desenvolvimento Humano da Paraíba, Pollyanna Werton, reafirmou com veemência uma ideia que considera fundamental para o Brasil: assistência social não é esmola; é política pública essencial para a construção de um país mais justo e igualitário. Para ela, repetir discursos prontos sem olhar para os fatos concretos significa perder de vista a realidade de milhões de brasileiros que dependem dessas ações para sobreviver e prosperar.
Assistência social como direito, não caridade
“A assistência social no Brasil não é esmola, é política pública!”, afirmou a gestora, sublinhando que programas como o Bolsa Família foram capazes de **tirar milhões da miséria, reduzir a fome e garantir dignidade para quem mais precisa”. Ela lembra que essas ações vão além da renda — passam por acesso à saúde, à educação, à alimentação e à chance de romper ciclos históricos de pobreza.
Os números confirmam essa realidade: na Paraíba, cerca de 665 mil famílias estão recebendo o Bolsa Família, com impacto direto sobre a segurança alimentar e a redução da vulnerabilidade social em todas as cidades do estado. 
Mais que transferência de renda: inclusão e autonomia
À frente da Secretaria do Desenvolvimento Humano, Pollyanna não tem se limitado ao discurso teórico. Uma das linhas de ação prioritárias de sua gestão tem sido combinar transferência de renda com políticas de inclusão produtiva e autonomia econômica.
Em evento realizado em São Paulo sobre combate à pobreza, ela destacou a importância da inclusão socioprodutiva: “O desenvolvimento social e econômico vem da luta. O governo leva condições à comunidade para promover o desenvolvimento e permite que as pessoas exerçam seu protagonismo. A renda gerada pelo trabalho garante direitos”. 
Essa lógica também orienta o programa “Virada de Chave”, lançado pela Secretaria em 2025, voltado para romper ciclos de pobreza em municípios com alto índice de vulnerabilidade. Segundo Pollyanna, o projeto foi construído com base em diagnósticos detalhados e metas claras para promover inclusão produtiva, geração de trabalho e ações que fortaleçam o desenvolvimento local. 
Combate à fome, segurança alimentar e apoio ao pequeno produtor
A secretária também enfatiza a importância de políticas que integrem assistência social com segurança alimentar e apoio à agricultura familiar. Um exemplo disso foi o lançamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) 2025, com R$ 5 milhões destinados a compras da produção local, incluindo R$ 1 milhão para comunidades quilombolas. A iniciativa garante que alimentos produzidos por agricultores familiares cheguem à mesa de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade, fortalecendo renda, dignidade e qualidade nutricional. 
Para Pollyanna, fortalecer quem produz significa integrar campo e cidade em uma mesma política de desenvolvimento humano — um modelo que alia sustentabilidade econômica ao direito social básico à alimentação.
Ações no território: água, cidadania e dignidade
Na visão da secretária, políticas públicas eficazes devem impactar a vida das pessoas onde elas realmente vivem. No início de 2026, por exemplo, ela acompanhou a entrega de 78 cisternas no Sertão paraibano, ação que integra políticas de segurança hídrica essenciais para a convivência com o semiárido, melhorando saúde, bem-estar e condições de vida das famílias rurais. 
Uma gestão com foco em inclusão e protagonismo
A trajetória de Pollyanna Werton, gestora pública com ampla experiência como prefeita, deputada e hoje secretária, é marcada pela defesa de políticas públicas que não apenas aliviam a pobreza, mas empoderam as pessoas para alcançar autonomia e dignidade. Seu trabalho foi reconhecido inclusive em eventos nacionais e internacionais, e é visto como uma referência de gestão na integração de políticas sociais com desenvolvimento econômico local. 
Política social como transformação de vida
Em sua fala ao Caveirão da Notícia, a secretária frisou que desinformar sobre a importância dessas políticas só reforça preconceitos e negligencia quem vive as dificuldades diariamente. Para ela, é urgente discutir essas questões com responsabilidade, empatia e dados, reconhecendo que programas como o Bolsa Família e demais políticas de proteção social salvam vidas, movimentam a economia local e fortalecem o futuro do país.






