Daniella Ribeiro parte pra cima e acusa Veneziano de chantagem política com o TCU

Senadora diz que irmão ministro é usado como instrumento de pressão e afirma que o PT não vai “entrar nesse jogo”

A senadora Daniella Ribeiro (Progressistas) subiu o tom e não economizou palavras ao criticar o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) durante entrevista concedida na noite desta quarta-feira (4). Segundo ela, Veneziano age movido por “birra” e pratica chantagem política, usando a posição ocupada pelo irmão, Vital do Rêgo Filho, ministro-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), como moeda de pressão sobre o PT.

Para Daniella, a estratégia é velha, conhecida nos bastidores e nociva à Paraíba, além de ferir qualquer noção de responsabilidade institucional.

“A gente vai chegar a um bom termo olhando para o estado que a Paraíba precisa. Do outro lado, tem quem utilize sempre o irmão para fazer as chantagens necessárias para que o PT fique do lado de lá. Todo mundo sabe que o senador Veneziano usa isso para fazer pedidos, porque ele sabe onde o irmão dele está sentado”, disparou.

Sem rodeios, a senadora afirmou que esse tipo de prática não deve prosperar, especialmente em um cenário onde o PT e o governo federal, segundo ela, não dependem desse tipo de pressão para decidir seus rumos políticos.

“A gente tem que dizer a verdade. A verdade é essa. E eu acredito que o PT não vai sequer dar ouvido a chantagens em cima disso. O PT não precisa disso, o governo federal não precisa disso. As coisas precisam ser feitas corretamente”, completou.

A fala de Daniella acontece em meio ao aquecimento do tabuleiro eleitoral da Paraíba. Mãe do vice-governador Lucas Ribeiro (Progressistas), ela vê o filho como nome natural à sucessão estadual, diante da provável renúncia do governador João Azevêdo (PSB) para disputar uma vaga no Senado.

No campo adversário, Veneziano Vital do Rêgo atua em aliança direta com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), também pré-candidato ao Governo do Estado. O resultado é um confronto anunciado, onde acusações, bastidores e disputas por apoio nacional já começaram a vir à tona — e, pelo tom adotado, sem previsão de trégua.

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