Por Emerson Medeiros – Caveirão da Notícia
O sensacionalismo infelizmente ainda é uma marca presente em parte da imprensa paraibana. Não é agradável, nem confortável, fazer esse tipo de crítica a colegas de profissão, mas o silêncio diante de excessos e distorções também se torna uma forma de conivência.
O que se viu nos últimos dias foi um verdadeiro show de pirotecnia midiática, especialmente em programas ditos policiais, onde o “quanto pior, melhor” parece ser a linha editorial adotada por alguns. Casos graves viram espetáculo, e a responsabilidade jornalística acaba ficando em segundo plano.
O episódio envolvendo um jovem casal e a agressão sofrida por uma médica chocou a sociedade. Não há qualquer explicação aceitável para os atos praticados. As versões apresentadas pelo cantor envolvido não encontram sustentação nos fatos apurados pelas autoridades.
Como pai e avô de meninas, manifesto minha total solidariedade à vítima e reafirmo: violência contra a mulher é crime e precisa ser tratada com seriedade, respeito e rigor, sem relativizações ou tentativas de espetacularização.
Por outro lado, é preciso reconhecer e destacar o trabalho correto e responsável da Polícia Civil da Paraíba. A atuação começou na delegacia, passou pelo Ministério Público e culminou com a decisão judicial que determinou a prisão do agressor. Esse encadeamento demonstra o alinhamento entre investigação, polícia judiciária e Justiça — algo que precisa ser valorizado.
O que causa indignação é ver apresentadores e comentaristas tentando desqualificar a atuação de homens e mulheres sérios, que dedicam suas vidas à segurança pública, lançando ataques levianos contra a instituição e seus gestores.
Causa ainda mais espanto ouvir termos ofensivos sendo direcionados ao secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Dr. Jean Nunes, e ao delegado-geral da Polícia Civil, Dr. André Rabelo — profissionais reconhecidos, íntegros e respeitados nacionalmente.
Vale destacar que o secretário de Segurança da Paraíba ocupa posição de destaque no cenário nacional, sendo coordenador do Fórum Nacional dos Secretários de Segurança Pública e mantendo diálogo direto com o Ministério da Justiça, fruto do trabalho técnico e dos resultados apresentados à frente da pasta.
Casos graves, como o ocorrido entre João Lima e sua ex-esposa, não podem ser utilizados como instrumento para desmoralizar instituições inteiras, muito menos para atingir profissionais que cumprem rigorosamente seu dever legal.
Cabe também uma reflexão necessária:
onde está essa mesma imprensa quando o cidadão comum — Zé, Maria, Severino ou Dona Antonieta — sofre o mesmo tipo de violência ou até crimes mais graves, que muitas vezes resultam em morte?
Quantos repórteres se posicionam em frente às delegacias para cobrar justiça nesses casos? Quantos programas fazem editoriais inflamados quando a vítima não é famosa, não tem dinheiro e não gera engajamento?
A resposta é dura, mas evidente: não rende audiência, não gera curtidas, não interessa ao espetáculo.
A segurança pública atende a todos, sem distinção. As polícias têm falhas, como qualquer instituição formada por seres humanos, mas estão diariamente ao lado de quem tem recursos e, principalmente, de quem não tem voz nem visibilidade.
Por isso, o Caveirão da Notícia registra seu reconhecimento ao trabalho:
• do secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Dr. Jean Nunes;
• do delegado-geral da Polícia Civil, Dr. André Rabelo;
• do delegado da Região Metropolitana, Dr. Cristiano Santana;
• e de todos os homens e mulheres honrados que compõem a Polícia Civil da Paraíba.
Fica também o pedido de desculpas à sociedade pela atuação de uma minoria que prefere transformar dor, violência e tragédia em espetáculo de poucos minutos.
Jornalismo não é pirotecnia. Jornalismo é responsabilidade.






