Paraíba amplia o cuidado de bebês com o início da vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) inicia, nesta segunda-feira (2), a vacinação de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com a aplicação do anticorpo monoclonal nirsevimabe em maternidades de referência e no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). Para garantir o início imediato do protocolo em todo o estado, a SES-PB começou, nessa quinta-feira (29), a distribuição da primeira remessa do imunobiológico – com 527 doses enviadas pelo Ministério da Saúde – e o abastecimento das unidades está sendo concluído nesta sexta-feira (30), assegurando que todas estejam aptas a realizar a vacinação. O imunobiológico previne formas graves de doenças causadas pelo VSR em bebês prematuros e crianças com maior risco de complicações.

O nirsevimabe, administrado em dose única, substitui o palivizumabe na rede pública de saúde e, a partir de fevereiro, estará disponível nas salas de vacina das maternidades de referência e no CRIE. As salas de vacina da Atenção Básica dos municípios poderão solicitar as doses por meio do formulário de imunobiológico especial.

Além da distribuição do imunobiológico, a SES-PB promoveu um alinhamento técnico com as maternidades e os municípios, com o objetivo de organizar os fluxos assistenciais e garantir a implantação segura e padronizada do nirsevimabe em todo o estado.

A estratégia contempla unidades distribuídas em todas as macrorregiões da Paraíba, incluindo o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, em Campina Grande; a Maternidade Cândida Vargas, o Hospital da Mulher D. Creuza Pires, o Hospital Universitário Lauro Wanderley, o Hospital Edson Ramalho e o CRIE, em João Pessoa; o Hospital Materno Infantil de Bayeux João Marsicano, em Bayeux; a Maternidade Peregrino Filho, em Patos; o Hospital Regional Dr. Américo Maia de Vasconcelos, em Catolé do Rocha; o Hospital Distrital Santa Filomena, em Monteiro; o Hospital Regional Senador Rui Carneiro, em Pombal; e o Hospital Regional Deputado Manoel Gonçalves de Abrantes, em Sousa. Também integram a rede de referência o Complexo de Saúde do Município de Guarabira; o Hospital Regional de Cajazeiras; o Hospital Geral de Mamanguape; o Hospital Geral de Queimadas; o Hospital Regional de Itabaiana; e o Hospital Distrital de Itaporanga Dr. José Gomes da Silva.

O nirsevimabe será ofertado a bebês prematuros ao longo de todo o ano, com administração preferencial ainda na maternidade, antes da alta hospitalar; e a crianças com comorbidades, especialmente aquelas com menos de 24 meses de idade, durante o período de sazonalidade do VSR, que ocorre entre fevereiro e agosto, conforme os critérios técnicos definidos pelo Ministério da Saúde.

Entre as comorbidades elegíveis estão cardiopatias congênitas, imunocomprometimento grave (inato ou adquirido), doença pulmonar crônica da prematuridade, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas. Crianças com comorbidades com menos de 24 meses poderão receber a proteção também na segunda sazonalidade.

Durante o período de transição do palivizumabe para o nirsevimabe, é importante esclarecer que os bebês prematuros e as crianças com comorbidades que receberam palivizumabe nos polos de referência durante a sazonalidade de 2025 deverão concluir o esquema com o mesmo medicamento na sazonalidade de 2026, seguindo o protocolo estabelecido no estado para o palivizumabe.

Já os nascidos após o término da sazonalidade de 2025 deverão receber o nirsevimabe, desde que atendam aos critérios de elegibilidade definidos pelo Ministério da Saúde. No momento da aplicação do nirsevimabe, os prematuros devem ter menos de seis meses de idade, e as crianças com comorbidades, menos de 24 meses.

Pais e responsáveis por crianças prematuras ou com comorbidades nascidas a partir de agosto de 2025 devem procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar se a criança se enquadra nos critérios estabelecidos e receber as orientações sobre a proteção contra o VSR.

Para a chefe do Núcleo Estadual de Imunizações da SES-PB, Márcia Fernandes, a chegada do nirsevimabe representa um avanço estratégico na proteção da saúde infantil no estado. “A incorporação do nirsevimabe fortalece a política de prevenção das infecções respiratórias graves na infância e amplia de forma significativa a proteção contra o VSR. Trata-se de uma tecnologia inovadora, baseada em evidências científicas robustas, que beneficia especialmente bebês prematuros e crianças com comorbidades, contribuindo para a redução de internações e complicações nos primeiros meses de vida”, destacou.

A incorporação do novo imunobiológico soma-se à vacinação de gestantes contra o VSR e reforça o compromisso do SUS com a prevenção, a equidade e o cuidado integral desde o início da vida.

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