Comandante do BEPTUR orienta comerciantes e população sobre segurança nas áreas turísticas
Na segunda parte da entrevista do Caveirão sobre Quatro Rodas, o comandante do Batalhão Especializado em Policiamento Turístico (BEPTUR) da Polícia Militar da Paraíba, o tenente-coronel Alysson, falou sobre um ponto fundamental para a segurança nas áreas turísticas: a participação da população e dos comerciantes na prevenção da criminalidade.
Segundo o oficial, pequenas atitudes podem contribuir bastante para fortalecer o trabalho das forças de segurança.
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Segurança também depende do cidadão
Durante a conversa, o coronel explicou que comerciantes e moradores podem colaborar diretamente para evitar crimes, principalmente furtos.
Ele citou como exemplo situações em condomínios e prédios onde não existe controle de acesso.
“Às vezes o indivíduo entra em um condomínio ou em um prédio e não existe porteiro, não existe controle de entrada e saída. Isso facilita a ação dessas pessoas mal-intencionadas. Quando se criam barreiras de segurança, isso ajuda não só a Polícia Militar, mas a segurança de todos.”
O comandante também destacou que câmeras de segurança são importantes, mas não substituem outros mecanismos de proteção.
“Muitas vezes o local tem câmera e a situação fica gravada, mas ninguém acionou a polícia naquele momento. Um porteiro, por exemplo, pode observar a situação e acionar a Polícia Militar imediatamente.”
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Segurança é dever de todos
Durante a entrevista, o coronel reforçou um princípio importante da segurança pública.
“A segurança é dever do Estado, mas é responsabilidade de todos. É um processo conjunto entre o cidadão e os órgãos de segurança.”
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Registro de ocorrências ajuda no combate ao crime
Outro ponto importante destacado pelo comandante foi a necessidade de registrar as ocorrências policiais.
Segundo ele, muitas vezes crimes deixam de ser combatidos com mais eficiência porque as vítimas não fazem o registro.
“O registro é extremamente importante porque ele mostra onde está acontecendo o problema. A partir disso conseguimos direcionar o policiamento para aquele local.”
Sem esse registro, explica o coronel, a chamada mancha criminal não aparece nos sistemas de monitoramento da polícia.
“Às vezes a polícia está operando em um local onde não está acontecendo nada, enquanto em outro lugar há crimes, mas ninguém registrou.”
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Policiamento visível na orla
Quem frequenta a orla de João Pessoa já percebeu a presença constante de policiais patrulhando de bicicleta e também de motocicleta.
Segundo o comandante do Batalhão Especializado em Policiamento Turístico (BEPTUR), essa estratégia tem um objetivo claro: aumentar a sensação de segurança da população.
“Orientamos nossas equipes a realizarem ações de visibilidade, para que o cidadão se sinta seguro e saiba onde encontrar a polícia caso precise.”
Ele também reforçou que o cidadão não deve ter receio de procurar um policial caso perceba alguma situação suspeita.
“Pode chamar o policial. Não é incômodo nenhum. É a nossa obrigação.”
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Trabalho em Lucena
O comandante também falou sobre o desafio de assumir o policiamento turístico em Lucena, especialmente em períodos de grande movimentação como final de ano e carnaval.
Segundo ele, as ações do BEPTUR ajudaram a fortalecer novamente o turismo na cidade.
“Lucena voltou ao circuito turístico graças às ações da Polícia Militar e ao trabalho do policiamento turístico que atua naquela área.”
Hoje a cidade recebe visitantes em praias e pontos ecológicos, com presença reforçada da polícia.
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Fiscalização de veículos na faixa de areia
Outro ponto importante citado foi a fiscalização do uso de veículos na praia.
A Prefeitura de Lucena delimitou áreas onde é proibida a circulação de carros e caminhonetes na faixa de areia, e a Polícia Militar tem atuado na fiscalização.
“Já fizemos apreensões de veículos e aplicamos multas. Isso tem ajudado a manter a ordem.”
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Ostentação: decisão pessoal, mas prevenção é importante
Durante a entrevista, o coronel também falou sobre um tema que costuma gerar debate: o uso de objetos de valor nas praias.
Ele ressaltou primeiro que essa é uma decisão pessoal de cada cidadão, mas deixou uma orientação baseada na experiência policial.
“Essa é uma situação muito particular de cada pessoa. Mas a orientação das forças de segurança é evitar ostentar joias, relógios ou grandes quantias em dinheiro.”
Segundo ele, essa atitude pode ajudar a reduzir riscos.
“Se o cidadão fizer a sua parte, já contribui bastante para a própria segurança e para a segurança de todos.”
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📌 Amanhã tem mais.
Na Parte 3, o Caveirão sobre Quatro Rodas continua esse passeio pelas ruas da capital paraibana mostrando mais detalhes do trabalho do policiamento turístico da Polícia Militar da Paraíba.





