Tenente-coronel Allyson relembra sua entrada na Polícia Militar aos 18 anos, fala da carreira em vários batalhões, da importância do preparo físico e reforça que a família deve estar sempre em primeiro lugar.
Na quinta parte do Caveirão sobre Quatro Rodas, o bate-papo foi mais pessoal. O entrevistado da vez foi o tenente-coronel Allyson, comandante do Batalhão Especializado em Policiamento Turístico (BEPTur) da Polícia Militar da Paraíba, que abriu o coração e contou um pouco da sua trajetória dentro da corporação.
Durante a conversa, o comandante relembrou que entrou na Polícia Militar ainda muito jovem, com apenas 18 anos, no ano de 1998, quando ingressou como aluno oficial no Centro de Ensino da corporação.
Inspirado pelo pai, o major Simões, hoje com 74 anos e ainda cheio de saúde, Allyson seguiu o caminho da farda e construiu uma carreira marcada por dedicação e companheirismo entre os colegas de turma.
“Grande parte da nossa turma hoje é composta por tenentes-coronéis, como o comandante do Batalhão de Meio Ambiente, Porfírio, o coronel Hérick e o tenente-coronel Túlio, comandante do 5º Batalhão. A gente cria um laço muito forte e acaba se tornando irmãos dentro da instituição”, destacou.
Ao longo da carreira, o oficial passou por diversas unidades da Polícia Militar, entre elas o 1º Batalhão, 2º Batalhão, 7º Batalhão e 11º Batalhão, além de ter atuado por muitos anos no Centro de Educação da corporação.
Segundo ele, cada batalhão possui sua própria dinâmica, mas o policial precisa estar sempre preparado para se adaptar às diferentes missões.
“Todo batalhão tem sua particularidade. Mas o ser humano é adaptável. Basta ter vontade de servir e de se adaptar ao ambiente”, explicou.
Outro ponto destacado pelo comandante foi a importância do preparo físico, especialmente para os policiais militares.
“O condicionamento físico é fundamental. A nossa profissão exige muito do corpo e da mente. O policial precisa estar sempre preparado para as situações que podem surgir”, afirmou.
Allyson também falou sobre a importância da qualificação constante na área da segurança pública. Entre os cursos realizados por ele estão treinamentos de táticas em dupla, policiamento turístico e capacitações promovidas por instituições como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.
Atualmente, o BEPTur está realizando a terceira edição do Curso de Policiamento Turístico, com o objetivo de especializar o efetivo para o atendimento diferenciado nas áreas turísticas do estado.
“O policiamento turístico exige uma preparação específica, porque envolve não apenas segurança, mas também acolhimento ao visitante e à população”, explicou.
Durante o bate-papo, o comandante também fez questão de destacar um valor que considera essencial para qualquer profissional: a família.
“Por trás dessa farda existe um ser humano, com sentimentos, alegrias e frustrações. A Polícia Militar é uma instituição que amamos, mas quem sustenta a nossa vida são os nossos familiares. A família deve estar sempre em primeiro lugar”, ressaltou.
Outro tema abordado foi a perturbação do sossego causada por som alto e paredões. O comandante foi direto ao explicar que não existe horário permitido para esse tipo de prática.
“Perturbação do sossego é contravenção. Não existe essa história de que só pode agir depois das 22 horas. A Polícia Militar pode intervir a qualquer momento e hoje temos o termo circunstanciado, onde a própria PM faz o procedimento e o responsável responde imediatamente na Justiça”, esclareceu.
Ao final da entrevista, o tenente-coronel agradeceu o espaço e reforçou que o BEPTur está sempre de portas abertas para a população.
“A Polícia Militar trabalha 24 horas por dia e está sempre à disposição da sociedade paraibana.”
O Caveirão sobre Quatro Rodas segue mostrando de perto o trabalho e as histórias de quem está na linha de frente da segurança pública na Paraíba. 🚔





