Delegado-geral relembra início da carreira, emoção em resgate de vítima e trajetória construída na Polícia Civil
Durante entrevista concedida na última quinta-feira ao programa CPD Notícias, da Rádio CPD FM, o delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, o doutor André Rabelo, fez uma verdadeira viagem ao passado e relembrou momentos marcantes de sua trajetória na segurança pública.
A entrevista, conduzida pelo pastor Eduardo Silva e pelo repórter policial e comentarista político Emerson Medeiros, que também é um dos apresentadores do programa Sem Perder Notícias, começou com o balanço de operações policiais recentes, mas acabou se transformando em um testemunho emocionante sobre vocação, missão e serviço à sociedade.
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Um abraço que marcou uma vida inteira
O delegado contou que ingressou muito jovem na Polícia Civil, ainda com cerca de 20 anos de idade, atuando inicialmente como agente investigativo na Polícia Civil de Pernambuco, onde trabalhou durante vários anos em equipes especializadas, inclusive na área de negociação antissequestro.
De acordo com registros institucionais, ele possui formação em Direito e especializações nas áreas penal e de segurança pública, além de cursos específicos em negociação com sequestradores e operações policiais. 
Mesmo diante da rotina intensa da polícia — marcada por prisões, apreensões e investigações — um episódio específico ficou gravado para sempre em sua memória e ajudou a definir o rumo de sua carreira.
Segundo ele, o momento mais marcante foi quando recebeu o abraço de uma mãe após a libertação de uma vítima de sequestro que passou vários dias em cativeiro. A vítima foi resgatada com vida, sem pagamento de resgate e sem ferimentos.
“Receber o abraço de uma mãe quando a gente consegue trazer uma vítima de volta, principalmente sendo uma criança, isso é muito marcante. Aquilo me fez dizer: é essa a carreira que eu quero seguir. Vale a pena servir ao próximo.”
Esse episódio, segundo o próprio delegado, foi determinante para que ele decidisse seguir definitivamente na carreira policial e buscar novos desafios dentro da instituição.
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Uma trajetória construída dentro da Polícia Civil
Ao longo dos anos, o delegado passou por diversas funções e unidades policiais, acumulando experiência operacional e administrativa. Ele atuou em delegacias distritais, municipais, especializadas e regionais, além de ter ocupado cargos de chefia e coordenação. 
Entre as funções exercidas ao longo da carreira, destacam-se:
- Agente de investigação
- Negociador antissequestro
- Delegado distrital
- Delegado municipal
- Delegado regional
- Delegado seccional
- Chefe de investigação
- Superintendente regional
- Delegado-geral adjunto
- Delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba
O delegado também teve atuação relevante no Grupo de Operações Especiais e em delegacias estratégicas no interior e na capital, passando por regiões do sertão, brejo e litoral, o que lhe proporcionou conhecimento amplo da realidade da segurança pública no estado. 
Em 2021, foi nomeado oficialmente para o cargo máximo da Polícia Civil da Paraíba, consolidando uma trajetória construída dentro da própria instituição. 
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Combate ao crime organizado e redução de ataques a bancos
Durante a entrevista, o delegado destacou a evolução da segurança pública ao longo dos anos, especialmente no combate ao crime violento e às ações conhecidas como ataques a bancos e carros-fortes — fenômenos que ficaram popularmente conhecidos como práticas do chamado Novo Cangaço.
Ele explicou que, com investimentos, planejamento e criação de bases operacionais em diferentes regiões do estado, foi possível ampliar a capacidade de resposta das forças policiais.
Segundo ele, a integração entre as equipes e o fortalecimento das unidades especializadas contribuíram para a redução significativa desses crimes ao longo dos últimos anos.
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Uma entrevista que começou com operações e terminou com emoção
A conversa que seria apenas um balanço das operações realizadas nos últimos dias — incluindo apreensões de drogas e prisões importantes — acabou revelando o lado humano de quem dedica a vida à segurança pública.
Um relato que emocionou ouvintes e espectadores, mostrando que por trás das estatísticas e das operações existe uma história de vocação, sacrifício e compromisso com o próximo.
E como o próprio delegado destacou:
“Meu trabalho é o de amanhã. O que passou serve de experiência. Eu tenho que melhorar hoje e fazer um serviço ainda melhor amanhã.”
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Homenagem da equipe da DRACO ao coronel Sérgio Fonseca
Durante uma das operações recentes mencionadas na entrevista, chamou a atenção um gesto simbólico realizado por policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO).
Na ocasião da prisão de um suspeito conhecido como “senhor das armas”, os policiais colocaram no detido uma blusa com a frase:
“Eu não sou frouxo e nem covarde.”
A frase é amplamente associada ao ex-comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, o coronel Sérgio Fonseca.
Segundo observação do repórter policial Emerson Medeiros, que presenciou a ação no momento da prisão, o gesto foi interpretado como uma forma de homenagem ao oficial.
Importante destacar:
Essa interpretação foi feita pelo jornalista presente na ocorrência, não sendo uma declaração do delegado entrevistado.
Para o repórter, o gesto simbolizou união entre as forças de segurança e reconhecimento ao trabalho desenvolvido na área de combate ao crime organizado.
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União das forças de segurança e compromisso com a sociedade
Ao final da entrevista, ficou evidente uma mensagem central: o trabalho policial é coletivo e exige dedicação permanente.
A integração entre as instituições, o investimento em tecnologia e a presença operacional em todas as regiões do estado são apontados como fatores fundamentais para os resultados alcançados.
E a entrevista, que começou falando de operações policiais, terminou lembrando algo maior:
o compromisso de servir à sociedade e proteger vidas.
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Teremos muito mais ainda sobre essa entrevista forte, emocionante e reveladora com o doutor André Rabelo.
Não acabou por aqui.






