Pela primeira vez em 132 anos, o Senado Federal rejeitou uma indicação presidencial para o Supremo Tribunal Federal (STF), em um revés histórico para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por 42 votos contrários e 34 favoráveis, o nome de Jorge Messias foi barrado pelos senadores nesta quarta-feira, em uma votação que entrou para a história política do país.
O resultado representa um duro golpe político para o Palácio do Planalto e evidencia a fragilidade da articulação do governo no Congresso.
A rejeição do indicado de Lula expõe a força da oposição e de setores do Centrão, que se uniram para derrotar o Planalto em uma das votações mais simbólicas do atual mandato.
Nos bastidores, o placar foi interpretado como um recado direto ao presidente da República e à sua articulação política.
A postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também chamou atenção entre parlamentares e reforçou a leitura de que parte do Congresso quis demonstrar independência — e força — diante do Executivo.
A derrota quebra um tabu de mais de um século: desde 1894, nenhum indicado ao Supremo havia sido rejeitado pelo Senado. Agora, Lula terá de escolher um novo nome para a vaga na Corte em meio ao desgaste provocado por uma derrota institucional sem precedentes na história recente da República.
O episódio aprofunda a crise de articulação política do governo e pode impactar futuras votações estratégicas no Congresso, além de enfraquecer o Planalto na disputa por espaço e influência dentro do Judiciário.






