Na manhã desta sexta-feira, 21 de maio de 2026, o programa CPAD Notícias, da Rádio CPAD FM, promoveu um bate-papo marcado por reflexões sobre segurança pública, combate ao crime organizado, atuação do Ministério Público e o papel da família na formação dos jovens.
A entrevista contou com a participação da promotora de Justiça Adriana França e do coronel Ronildo, que abordaram temas ligados à violência, à influência das facções criminosas e aos desafios enfrentados pelas forças de segurança e órgãos de justiça no Brasil.
O programa tem direção do pastor Eduardo Silva, participação de Emerson Medeiros, conhecido como “Caveira da Notícia”, e supervisão do pastor Isaac Venerando, superintendente da emissora, que atualmente está licenciado por disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba.
Durante a entrevista, Adriana França explicou que toda ação policial envolvendo confronto ou denúncias de abuso passa por investigação e análise criteriosa do Ministério Público.
“Quando chega ao promotor de Justiça competente, ele vai analisar se o policial agiu em estrito cumprimento do dever legal e também se os civis cometeram algum tipo de crime. Dependendo do entendimento do Ministério Público, os envolvidos vão responder rigorosamente na forma da lei”, afirmou.
A promotora também destacou a importância da presença dos pais na criação dos filhos e alertou para o crescimento da influência do crime sobre adolescentes e crianças.
“Os pais precisam ser vigilantes. Hoje existe um mundo dentro do celular. É preciso acompanhar o que os filhos estão vendo, com quem estão conversando e orientar dentro de casa. Quando os pais se ausentam, alguém vai ocupar esse espaço”, destacou.
Durante o bate-papo, foi debatida ainda a crescente participação de menores em atividades criminosas, muitas vezes sendo utilizados por facções como olheiros e auxiliares do tráfico.
Segundo o coronel Ronildo, organizações criminosas se aproveitam das garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente para cooptar adolescentes.
“Esses jovens são cooptados pelo crime porque o Estatuto da Criança e do Adolescente é bastante protecionista. Muitos criminosos se aproveitam disso para usar menores em atividades ilícitas”, pontuou.
A entrevista também abriu espaço para que Adriana França falasse sobre sua trajetória no Ministério Público e sua atuação à frente da presidência da associação da classe na Paraíba.
“Hoje eu represento a classe dos promotores e procuradores de Justiça da Paraíba. Para mim é uma grande honra, porque há 27 anos não existia uma presidente mulher”, declarou.
Antes dela, a presidência era ocupada pelo procurador-geral de Justiça Leonardo Quintans, citado durante o programa pela atuação firme no combate às facções criminosas.
Segundo os participantes da entrevista, Leonardo Quintans também atua nacionalmente no Conselho Nacional do Ministério Público em uma área temática voltada ao enfrentamento do avanço das organizações criminosas no país.
O clima descontraído e ao mesmo tempo firme do bate-papo chamou atenção dos ouvintes, trazendo discussões sobre autoridade, educação familiar, respeito às forças de segurança e os desafios da sociedade moderna diante do crescimento da criminalidade.





