Segundo o coronel, os episódios aconteceram aproximadamente entre os anos de 1986 e 1987, deixando um cenário de destruição e dor em diversas comunidades da cidade.
“Você lembra que era nascido em 86, 87, aproximadamente. Houve um deslizamento lá em São José. Muitas casas soterradas, muitos ruídos, rapaz. E a gente estava lá dentro do processo, auxiliando a atividade do Corpo de Bombeiros no salvamento das pessoas”, relembrou.
Kelson também citou outro grave deslizamento ocorrido na barreira do Cabo Branco, nas proximidades da Beira Rio onde o cenário se repetiu com grande gravidade.
“Igualmente na barreira do Cabo Branco, houve também um segundo deslizamento nas mesmas proporções. Muitas casas soterradas, muitas pessoas feridas, muita gente morta. E a gente pulando na cintura, tentando socorrer as pessoas”, declarou.
O secretário destacou ainda que, ao longo dos anos, algumas medidas de contenção e ocupação urbana reduziram os grandes deslizamentos registrados anteriormente. No entanto, alertou que a ação do tempo, das chuvas e problemas estruturais de drenagem continuam provocando erosões e pequenos movimentos de massa, considerados preocupantes pela Defesa Civil.
“Com o passar do tempo, o vento, a chuva e uma drenagem muitas vezes insuficiente ou ineficaz foram provocando erosões e pequenos deslizamentos. São movimentos de massa relativamente menores, mas preocupantes, o que leva o poder público a buscar soluções”, afirmou.
A fala do coronel reforça o alerta sobre a necessidade permanente de monitoramento das áreas de risco da capital paraibana, além de investimentos em drenagem, contenção de encostas e planejamento urbano para evitar novas tragédias.





