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De Cruz das Armas ao Sertão: a ocorrência que marcou a trajetória do então tenente Gutenberg

Você sabe que em toda instituição existem aqueles que falam muito e resolvem pouco. Na segurança pública não é diferente. Mas também existem os profissionais que assumem responsabilidades quando ninguém quer assumir.

Durante entrevista ao programa CPAD Notícias, da Rádio CPAD FM 96,1, o repórter policial Emerson Medeiros, o Caveira da Notícia, relembrou uma ocorrência que marcou sua trajetória profissional e a carreira do então tenente Gutenberg, na época servindo em João Pessoa.

O episódio aconteceu no bairro de Cruz das Armas e mobilizou diversas equipes da Polícia Militar. Segundo o relato apresentado durante a entrevista, tratava-se de uma situação extremamente delicada, envolvendo um cabo da corporação que possuía forte influência junto a setores políticos e ao comando daquele período.

Mesmo diante da pressão e da sensibilidade do caso, o jovem oficial assumiu a responsabilidade da ocorrência e conduziu as medidas necessárias para restabelecer a ordem.

Ao recordar o episódio, Emerson Medeiros resumiu a atuação do oficial em uma frase que arrancou sorrisos dos participantes da entrevista:

— Ele dava o remédio de acordo com a doença, na dose certa.

A postura adotada por Gutenberg naquele momento acabou gerando desdobramentos. Pouco tempo depois, ele foi transferido para o Sertão paraibano. Entre policiais, profissionais da imprensa e pessoas que acompanharam o caso, a avaliação predominante era de que a transferência teria relação direta com os acontecimentos daquela ocorrência.

Naquele período, decisões desse tipo costumavam gerar debates intensos dentro e fora da corporação.

O episódio chamou a atenção do então jovem repórter Emerson Medeiros, que passou a defender publicamente o retorno do oficial para João Pessoa. Utilizando os espaços nos programas de rádio dos quais participava, o comunicador levou o assunto ao debate público e ajudou a ampliar a repercussão do caso.

Meses depois, Gutenberg retornou à capital paraibana.

Durante a entrevista, também foi lembrado o papel desempenhado pelo hoje coronel Kelson, que ocupava funções de destaque na Polícia Militar e teria contribuído para o retorno do oficial à capital.

Ao comentar a trajetória de Gutenberg, o coronel destacou uma característica que sempre observou em sua atuação profissional: a disposição para enfrentar problemas sem fugir das responsabilidades.

Quando ouviu a definição feita por Caveira — de que Gutenberg “dava o remédio de acordo com a doença, na dose certa” —, Kelson respondeu de forma descontraída:

— É mais ou menos isso.

A entrevista foi conduzida pelo pastor Eduardo Silva e pelo repórter policial Emerson Medeiros, no programa CPAD Notícias, e revelou apenas uma entre muitas histórias dos bastidores da segurança pública paraibana.

Histórias que ajudam a compreender momentos importantes da corporação e que, segundo os entrevistados, ainda renderão muitos outros capítulos.

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