Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

VÍDEO MOSTRA POLICIAL AGREDINDO HOMEM DURANTE O SÃO JOÃO DE CAMPINA GRANDE

Um vídeo que circula nas redes sociais e aplicativos de mensagens tem provocado grande repercussão ao registrar uma confusão durante a realização d’O Maior São João do Mundo, em Campina Grande.

As imagens mostram um policial militar se aproximando de um cidadão e desferindo um tapa, fato que rapidamente gerou debates e opiniões divergentes entre internautas.

COMENTÁRIO DA PRODUÇÃO DO CAVEIRA DA NOTÍCIA

O que leva um profissional da segurança pública a agredir alguém que, aparentemente, estava apenas se divertindo ao lado de familiares e amigos?

Antes de qualquer julgamento precipitado, é importante analisar todos os lados da situação. Sem querer fazer o papel de advogado do diabo, cabe uma reflexão: alguém já parou para pensar no que pode ter sido dito ao policial antes da agressão? Teria havido alguma provocação, ofensa ou desacato?

As imagens mostram o policial mudando repentinamente de direção e partindo para a agressão. Por outro lado, ele não estava sozinho. Havia outros policiais próximos, alguns aparentemente mais experientes e preparados emocionalmente, e nenhum deles interveio imediatamente para conter o colega de farda.

Isso nos leva a questionamentos que somente uma investigação séria poderá responder.

Também é importante destacar que nada justifica uma agressão física fora dos parâmetros legais. Caso tenha ocorrido desacato ou qualquer outro crime, o procedimento correto seria dar voz de prisão ao cidadão e conduzi-lo à autoridade policial competente para os procedimentos cabíveis.

Mas há outro aspecto que merece atenção.

Estamos falando de homens e mulheres que diariamente enfrentam situações de extremo estresse, pressão psicológica, riscos à vida e problemas que muitas vezes ultrapassam o ambiente profissional.

Será que o policial envolvido estava passando por dificuldades pessoais, familiares ou profissionais? Será que estava emocionalmente abalado? Não sabemos.

Por isso, surge uma pergunta que não quer calar:

Quanto o Governo do Estado, a Secretaria de Segurança Pública e o Comando-Geral da Polícia Militar têm investido no cuidado psicológico daqueles que dedicam suas vidas à proteção da sociedade?

Existe um acompanhamento psicológico efetivo e contínuo para os policiais militares? Há suporte adequado para quem diariamente convive com violência, pressão e situações traumáticas?

UMA REFLEXÃO AOS AMIGOS E COMPANHEIROS DE FARDA

Irmãos, vocês não são super-heróis. Super-heróis existem apenas nas telas do cinema. Na vida real, todos nós temos limites, enfrentamos dificuldades e passamos por momentos em que precisamos de ajuda.

Se você está enfrentando problemas psicológicos, procure apoio profissional. Se não está em condições de trabalhar ou percebe que não está no seu melhor momento, converse com seu comandante imediato e seja sincero sobre sua situação.

Sabemos como funciona a vida militar e, muitas vezes, nem sempre é fácil admitir fragilidades. Mas a saúde mental deve vir em primeiro lugar. Se houver insistência para que você continue atuando mesmo sem condições, peça que sua situação seja registrada formalmente e que aquilo que você comunicou seja colocado por escrito.

Preste atenção aos sinais. Quando a família diz que você não está bem, quando os amigos mais próximos percebem mudanças no seu comportamento, talvez seja a hora de parar e buscar ajuda.

Cuidar da mente não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, é um ato de responsabilidade consigo mesmo, com sua família, com seus companheiros de farda e com a sociedade.

Você não é Superman. Você é um ser humano. E seres humanos também precisam de cuidado.

Afinal, cuidar de quem cuida da população também é uma questão de segurança pública.

Ficam os questionamentos para o secretário de Segurança Pública, Jean Nunes, para o comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Ronildo, e para o governador da Paraíba, Lucas Ribeiro.

A sociedade aguarda respostas.

Uma resposta

  1. Posso afirmar que os profissionais de segurança de todo o Brasil sofrem com a pressão do trabalho em si (violência diaria) , com a população que cobra empenho sem o devido efetivo policial, o devido armamento e tecnologia, e com as chefias que cobram do policial, às vezes até para manter seu cargo ou por motivação política. Claro que a agressão como a que vimos não seria a ação ideal, mas temos que ver o que houve por parte da “vitima” para dar uma opinião mais coerente sobre o caso. Estamos nos acostumando a ver imagens de fatos e tirando conclusões precipitadas sem ver imagens e fatos anteriores para sermos coerentes com a verdade.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

[adinserter block="1"]