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Delegado preso reclama do uso de algemas e diz que tentativa foi “denegrir” sua imagem

Após sua prisão, durante audiência de custódia realizada na última terça-feira (2), o delegado Braz Morroni afirmou que não sofreu violência por parte dos policiais responsáveis pelo cumprimento do mandado, mas questionou o uso de algemas durante parte do procedimento.

Segundo o delegado, ele colaborou desde o primeiro momento em que foi informado da ordem judicial e, por isso, estranhou a decisão de ser algemado posteriormente.

“Eu queria só acrescentar que em relação à violência, eu disse que não houve violências, mas o que me estranhou foi o uso de algemas só no período em que a mídia teve acesso às minhas imagens. O escrivão fez contato comigo, falou que eu tinha mandado de prisão. Em nenhum momento fui algemado. Eu fui com ele e, quando estava dentro da delegacia, já foi determinado, segundo ele através da gestão, que eu fosse algemado justamente nesse trâmite até o corpo de delito. Não sei se para a imprensa filmar”, declarou.

Ainda durante a audiência, Braz Morroni afirmou que interpretou a medida como uma tentativa de prejudicar sua imagem pública.

“Eu senti como um intuito de denegrir a minha imagem porque em nenhum momento eu ofereci risco. Eu sempre colaborei desde o momento que ele chegou sozinho e me informou do mandado de prisão e eu fui com ele para a delegacia”, completou.

Comentário da Redação – Caveira da Notícia

O delegado em questão deveria compreender que justamente por possuir treinamento especializado, conhecimento técnico e ampla experiência operacional adquirida ao longo da carreira, as equipes responsáveis pelo cumprimento da ordem judicial adotaram procedimentos de segurança compatíveis com a situação.

A alegação de que o uso das algemas teve como objetivo denegrir sua imagem é uma interpretação pessoal. O fato é que ninguém precisa destruir a reputação de quem está respondendo pelos próprios atos perante a Justiça. As escolhas feitas ao longo da vida profissional e pessoal pertencem exclusivamente a quem as tomou.

A população paraibana espera que a lei seja aplicada de forma igual para todos, independentemente de cargo, patente, função ou influência. Quando uma ordem judicial é cumprida contra qualquer cidadão, seja ele autoridade ou não, o que se espera das forças de segurança é profissionalismo, legalidade e respeito aos procedimentos estabelecidos.

A prisão de pessoas investigadas, especialmente quando ocupam cargos relevantes, demonstra que as instituições continuam funcionando e que ninguém deve estar acima da lei. Isso fortalece a confiança da sociedade no trabalho das forças de segurança e do Poder Judiciário.

Que a Justiça apure os fatos com serenidade e imparcialidade. E que Deus tenha misericórdia de todos os envolvidos, pois cada pessoa responde por suas próprias escolhas e ações.

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