Mais um homicídio registrado na capital paraibana. Mais uma família destruída pela violência. Mais um desafio lançado às forças de segurança que, diariamente, ocupam as ruas para proteger a população.
Antes de qualquer crítica, é preciso reconhecer o trabalho desenvolvido pelos policiais militares que atuam na linha de frente. O 1º Batalhão da Polícia Militar, sob o comando do tenente-coronel Bruno, vem desempenhando um papel importante no enfrentamento à criminalidade, assim como o trabalho realizado pelo CPRM, comandado pelo coronel Cavalcante, e por tantos outros profissionais que saem de casa sem saber se voltarão para suas famílias.
Mas também é impossível ignorar os sinais de desgaste que vêm surgindo na segurança pública paraibana. Nos últimos meses, a população acompanhou casos envolvendo agentes públicos investigados ou presos por suposto envolvimento com organizações criminosas, além de episódios que colocaram em debate a conduta de integrantes das forças de segurança. São fatos que geram preocupação e afetam a confiança da sociedade.
E é justamente nesse ponto que surge uma reflexão necessária: quem exerce a liderança máxima da segurança pública de um estado não são apenas os comandantes das corporações ou o secretário da área. O chefe maior da estrutura administrativa e política é o governador do Estado.
Esta não é uma crítica ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ronildo, nem ao secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Dr. Jean Nunes. Ambos exercem suas funções institucionais e carregam enormes responsabilidades. A discussão levantada aqui é sobre a necessidade de uma liderança política mais presente e mais conectada aos desafios enfrentados diariamente pelas forças de segurança.
Enquanto o debate político se intensifica e projetos eleitorais ocupam espaço no cenário estadual, homens e mulheres continuam arriscando suas vidas nas ruas da Paraíba. A tropa precisa de valorização, apoio institucional, estrutura e, acima de tudo, da certeza de que a segurança pública ocupa posição central nas prioridades do governo.
A população quer respostas. Quer ver o crime combatido, as instituições fortalecidas e os bons profissionais reconhecidos. Porque, no final das contas, quem está na rua enfrentando a violência não são os políticos em campanha. São os policiais, bombeiros e demais agentes da segurança pública que seguem cumprindo sua missão, muitas vezes em condições extremamente difíceis.
E quando a sociedade começa a perceber sinais de desorganização, o alerta precisa ser ouvido. Afinal, segurança pública não pode esperar o calendário eleitoral.






Uma resposta
Perfeito, o comentário feito!! A política vem depois..