A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia da Infância e da Juventude de João Pessoa (DIJ) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital (DHPP), investiga o homicídio de Washington Rodrigo, ocorrido na última sexta-feira (24), em um flat localizado no bairro de Manaíra, em João Pessoa. As investigações tiveram início imediatamente após o crime, com os primeiros levantamentos realizados pela DHPP, e, em menos de 24 horas, o principal suspeito já havia sido identificado como um adolescente de 17 anos. Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela internação provisória do investigado, medida posteriormente deferida pelo Poder Judiciário.
Na noite desta segunda-feira (27), o adolescente se apresentou espontaneamente em uma Delegacia de Polícia Civil na cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte, município onde reside. Equipes da DIJ estão em deslocamento para realizar a condução do investigado até João Pessoa, onde permanecerá apreendido provisoriamente na carceragem da Polícia Civil da Paraíba, à disposição da Justiça.
Dinâmica do crime – De acordo com as investigações, o suspeito e a vítima marcaram um encontro no quarto do flat, reservado mediante a apresentação de documento falso pelo adolescente. No decorrer do encontro, o investigado passou a desconfiar de que a vítima poderia expor o relacionamento entre ambos e decidiu atentar contra a vida de Rodrigo. Conforme apurado, o adolescente convenceu a vítima a colocar as algemas nas próprias mãos, posicionadas para trás do corpo, e a introduzir um pano na própria boca, sob o argumento de que se tratava de um fetiche sexual. Em seguida, passou a ameaçá-lo utilizando uma arma de airsoft e, posteriormente, provocou a morte de Rodrigo por asfixia mecânica, utilizando o fio de um secador de cabelos.
Em depoimento prestado à Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o adolescente afirmou que pretendia apenas desacordar a vítima para que pudesse fugir. Todas as informações apresentadas durante o interrogatório serão rigorosamente confrontadas com os demais elementos de prova já reunidos ao longo da investigação. As diligências também revelaram que o adolescente possui diversos registros anteriores por atos infracionais análogos aos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica, perseguição (stalking) e extorsão. Além disso, mantinha perfis ativos em redes sociais, nos quais se apresentava como pastor e professor universitário.
A Polícia Civil também requisitou perícias no local do crime, nos objetos relacionados aos fatos e no corpo da vítima. Os laudos periciais encontram-se em fase de elaboração e irão subsidiar a conclusão do inquérito policial.
Polícia Civil da Paraíba
Delegacia-Geral
Assessoria de Comunicação
28.07.2026
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