O debate sobre o barulho provocado por motocicletas com escapamentos adulterados voltou a ganhar força na Paraíba. O assunto também foi lembrado pelo coronel Lucas, hoje reformado e disputando uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba.
Em sua fala, o coronel Lucas relembra a Operação Randandan, realizada pela Polícia Militar para combater irregularidades envolvendo motocicletas e escapamentos adulterados, destacando os resultados alcançados pela ação.
Segundo o coronel, a operação foi um sucesso e resultou em diversas apreensões e prisões, demonstrando a importância da fiscalização e do enfrentamento ao problema.
A pergunta que fica, portanto, é direta: por que pararam?
Para o coronel Lucas, diante do cenário atual, é necessário retomar ações efetivas de fiscalização e combate aos abusos praticados por motociclistas que utilizam escapamentos adulterados, principalmente aqueles que provocam barulho excessivo e perturbam o sossego da população.
📰 COMENTÁRIO DO CAVEIRÃO DA NOTÍCIA
A partir daqui, faço questão de deixar claro: essa reflexão é minha. É do Caveirão da Notícia.
Eu vejo esse barulho como um verdadeiro câncer que, se não for combatido desde o começo, tende a crescer.
E faço aqui uma comparação com algo que já vivenciamos na segurança pública da Paraíba.
Quem não se lembra de como começaram os problemas relacionados ao tráfico, às facções e à criminalidade organizada no nosso Estado? Houve uma época em que, inclusive, existia resistência em se mencionar publicamente o nome de determinadas facções, sob o argumento de que isso poderia dar visibilidade a esses grupos.
Hoje, sabemos onde determinados problemas chegaram.
E é justamente por isso que faço esse alerta em relação às motocicletas com escapamentos adulterados: não podemos esperar o problema crescer para depois tentar combatê-lo.
Quando o poder público deixa uma irregularidade se espalhar, combatê-la posteriormente se torna muito mais difícil.
O GOVERNO PRECISA AGIR
Também é minha a responsabilidade por essa reflexão: o Governo do Estado tem responsabilidade direta pela organização das políticas públicas estaduais, incluindo áreas fundamentais como educação, saúde e segurança pública.
E não estou falando isso para fazer politicagem.
Aliás, política é uma coisa. Politicagem é outra.
Quem ocupa uma função pública precisa entender que governar não é pensar apenas na próxima eleição. É preciso enfrentar os problemas de hoje para evitar problemas ainda maiores amanhã.
Os votos e os eleitores decidirão, no momento certo, quem deverá comandar o Estado. Mas, até lá, quem está no poder precisa fazer aquilo que lhe compete.
ONDE ESTÁ A FISCALIZAÇÃO?
A minha defesa é simples: se a Operação Randandan deu resultado, se apreendeu, se prendeu e se conseguiu combater esse tipo de irregularidade, por que não retomar uma fiscalização semelhante?
E não basta apenas fiscalizar quem está circulando pelas ruas.
É preciso também olhar para a origem do problema: quem vende, quem instala e quem utiliza equipamentos irregulares.
O BPTran está aí para exercer o policiamento de trânsito, mas não pode ser o único responsável por enxergar esse tipo de abuso. As demais forças policiais também podem atuar diante de situações que configurem irregularidades e crimes, dentro das suas atribuições legais.
O problema está visível.
O barulho está em toda parte.
E o cidadão que trabalha, que acorda cedo, que precisa descansar e que simplesmente quer ter uma noite de sono tranquila não pode ser colocado em segundo plano.
Minha opinião está dada. E eu assumo integralmente aquilo que estou dizendo.
O coronel Lucas falou sobre as motos e relembrou a importância e os resultados da Operação Randandan.
As comparações, as críticas, os questionamentos e a reflexão sobre a responsabilidade do poder público são do Caveirão da Notícia.
Porque fazer política é legítimo. Fazer politicagem é outra história.
E, acima de qualquer interesse político, existe uma obrigação maior: combater o problema de hoje antes que ele se transforme no problema de amanhã.
