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Operação prende integrantes de facção criminosa após ataques a tiros em Santa Rita

Três mandados de prisão foram cumpridos e um suspeito foi preso em flagrante; armas e drogas também foram apreendidas

Já está preso o líder do crime organizado de uma região onde vinham sendo registrados homicídios nas últimas semanas, em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. Ele e outros três suspeitos foram localizados durante uma operação integrada das Polícias Militar e Civil, realizada nesta quinta-feira (17), no município.

Ao todo, três armas de fogo e drogas foram apreendidas durante a ação.

A operação foi desencadeada após uma sequência de ataques a tiros registrados no bairro do Açude, que estariam relacionados à disputa entre facções criminosas. A partir do trabalho de produção de conhecimento realizado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Militar, aliado à integração com a Delegacia Seccional de Santa Rita, as forças de segurança conseguiram localizar os suspeitos.

Três criminosos foram presos por força de mandados de prisão e um quarto suspeito acabou detido em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A operação contou com a atuação do Batalhão de Policiamento de Rondas Especiais (BPRONE) e do 7º Batalhão de Polícia Militar, unidade sediada em Santa Rita, sob o comando do tenente-coronel Alcântara e a supervisão do coronel Cavalcante, comandante da Região Metropolitana de Polícia Militar.

🎙️ COMENTÁRIO DA REDAÇÃO | CAVEIRÃO DA NOTÍCIA

Mais uma vez, é preciso reconhecer e parabenizar a atuação da Polícia Militar do Estado da Paraíba, seja através do BPRONE, seja através do 7º Batalhão, no enfrentamento ao crime organizado.

Uma operação como essa demonstra integração, inteligência e disposição das forças de segurança para enfrentar criminosos de alta periculosidade e devolver tranquilidade à população de Santa Rita.

Também é importante destacar a atuação do Departamento de Inteligência da PM, em conjunto com a Polícia Civil e a Delegacia Seccional de Santa Rita. Quando as instituições trabalham integradas, quem ganha é a sociedade.

Essa atuação também demonstra a preocupação do comandante-geral da PMPB, coronel Ronildo, assim como do secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Dr. Jean Nunes, com o enfrentamento à criminalidade.

Mas este jornalista tem uma obrigação: reconhecer quando tem que reconhecer e cobrar quando tem que cobrar.

E existe uma cobrança que faço há muito tempo.

Eu falo como jornalista, como repórter policial há 32 anos, mas também como morador de Tibiri II há mais de 40 anos.

Se a Polícia Militar consegue realizar operações contra integrantes de facções criminosas, prender elementos de alta periculosidade, apreender armas e drogas e colocar criminosos atrás das grades, fica uma pergunta que precisa ser respondida:

Por que ainda não conseguimos uma operação efetiva contra os veículos que circulam diariamente com canos de escape adulterados, provocando um barulho ensurdecedor durante as madrugadas?

Não faço jornalismo para agradar secretário, comandante ou coronel.

Faço jornalismo para informar, reconhecer o trabalho correto e também cobrar aquilo que precisa ser cobrado.

Todos os citados são meus amigos e têm o meu respeito. Mas amizade não pode impedir a cobrança jornalística.

Ao comandante do 7º Batalhão, tenente-coronel Alcântara, fica mais uma vez o apelo: venha conhecer de perto o que os moradores de Tibiri II enfrentam durante as noites e, principalmente, durante as madrugadas.

É barulho todas as noites.

E essa cobrança também é dirigida ao coronel Cavalcante, comandante da Região Metropolitana, ao coronel Ronildo, comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, e ao secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Dr. Jean Nunes.

Será que será necessário esperar uma equipe de Brasília para resolver um problema que é nosso?

Está ficando feio. Está ficando vergonhoso.

A população precisa de segurança, mas também precisa de sossego, tranquilidade e respeito.

Assim como enaltecemos as grandes operações policiais, também vamos continuar cobrando aquilo que afeta diretamente a vida dos cidadãos.

Porque, para este repórter, a regra é simples:

Enaltecer quando tem que enaltecer. Reconhecer quando tem que reconhecer. E cobrar quando tem que cobrar.

E essa postura vale para qualquer força de segurança, seja na Paraíba, no Tocantins ou em qualquer outro lugar do Brasil.

Que Deus abençoe e proteja todos os homens e mulheres que estão diariamente nas ruas combatendo a criminalidade e que eles continuem tendo força para proteger nossas famílias — e também as suas.

Os presos foram encaminhados para os procedimentos legais cabíveis.

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