A política não se decide antecipadamente nos gabinetes, nas reuniões partidárias ou nas conversas de bastidores. O resultado de uma eleição depende da manifestação dos eleitores nas urnas.
A provocação feita por Emerson Medeiros durante o CPAD Notícias levanta uma questão importante: até que ponto o ambiente político percebido nas ruas corresponde às expectativas construídas pelos próprios grupos partidários?
O relato sobre os mais de 500 veículos, dos quais menos de oito estavam adesivados, representa uma observação pontual do comentarista. Não permite medir a preferência do eleitorado, mas serviu como ponto de partida para uma reflexão sobre a presença das campanhas no cotidiano da população.
O mesmo cuidado vale para as redes sociais. O número de curtidas, comentários, compartilhamentos e visualizações revela engajamento digital, mas não equivale necessariamente à intenção de voto.
Pesquisa eleitoral é pesquisa eleitoral. Rede social é rede social. E eleição se decide nas urnas.
Na Paraíba, as movimentações em torno das disputas pelo Governo do Estado e pelo Senado continuam alimentando debates, articulações e expectativas.
Cabe aos candidatos apresentar suas propostas, suas trajetórias e seus compromissos. Ao eleitor, cabe examinar essas informações e decidir livremente.
E é justamente nesse contexto que fica registrada a provocação do Caveirão:
“Vamos parar com essa balela de já ganhou!”
Porque, independentemente das expectativas de cada grupo político, a decisão final pertence ao povo.
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