A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Defraudações e Falsificações da Capital (DDF), deu apoio, na manhã desta terça-feira, ao Conselho Regional de Odontologia da Paraíba (CRO-PB) durante uma fiscalização que apurou uma denúncia envolvendo a realização de um suposto curso de especialização em implantes zigomáticos, técnica odontológica específica e de alta complexidade.
Segundo as informações repassadas, a denúncia apontava que o curso teria como participantes profissionais estrangeiros, de nacionalidade italiana, e que pacientes paraibanos, inclusive pessoas de baixa renda, estariam sendo submetidos aos procedimentos.
A preocupação das autoridades estava relacionada também à continuidade do atendimento. Conforme relatado na ocorrência, tanto os supostos alunos quanto os ministrantes não residiriam na Paraíba, o que poderia deixar os pacientes sem acompanhamento posterior adequado.
Durante a fiscalização, foram constatados procedimentos que, segundo os órgãos envolvidos, estariam sendo realizados de forma irregular. Os ministrantes foram conduzidos à Delegacia de Defraudações e Falsificações da Capital, onde foram adotadas as providências cabíveis.
De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência também envolve a apuração de exercício irregular da profissão de odontólogo, previsto no artigo 282 do Código Penal, além das medidas administrativas adotadas pelo Conselho Regional de Odontologia.
A ação reforça a importância da fiscalização de procedimentos odontológicos de maior complexidade, especialmente quando envolvem pacientes que podem estar em situação de vulnerabilidade e necessitam de acompanhamento profissional adequado antes, durante e depois das intervenções.
📝 COMENTÁRIO DA REDAÇÃO — CAVEIRÃO DA NOTÍCIA
O caso chama atenção para uma questão que vai muito além da realização de um curso. Quando o assunto envolve procedimentos cirúrgicos complexos e pacientes, é indispensável que existam profissionais habilitados, estabelecimentos regularizados e, principalmente, condições para que o paciente tenha acompanhamento adequado após o procedimento.
A atuação conjunta do CRO-PB e da Polícia Civil da Paraíba demonstra que denúncias precisam ser apuradas e que eventuais irregularidades devem ser investigadas pelas autoridades competentes.
O ponto mais sensível, segundo as informações da ocorrência, é justamente a situação dos pacientes paraibanos que teriam sido submetidos aos procedimentos. Independentemente da nacionalidade de quem ministra ou participa de um curso, a segurança do paciente precisa estar no centro de qualquer atividade dessa natureza.
O Caveirão da Notícia acompanha o caso e ressalta: fiscalização, investigação e responsabilidade profissional são fundamentais para proteger a população.
Polícia Civil da Paraíba: investigar e proteger.





