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CAVEIRÃO DISPARA AO VIVO: “NÃO SOU DE PAUTA, SOU IMPREVISÍVEL! NÃO VOU ME CALAR DIANTE DE FOFOCAS E TENTATIVAS DE INTIMIDAÇÃO”

Repórter policial e comentarista político há mais de 30 anos, o Caveirão reafirma seu compromisso com a população e diz que continuará cobrando atendimento digno para quem precisa dos hospitais públicos.

Não estava na pauta. Mas quem conhece o Caveirão sabe: eu não sou de pauta! É por isso que carrego esse nome. Sou imprevisível, assim como os caveiras do BOPE, e não abro mão da minha liberdade de expressão, da minha independência profissional e do compromisso que assumi com a população.

Na manhã desta sexta-feira, durante o programa CPAD Notícias, da Rádio CPAD FM 96,1, protagonizei mais um daqueles momentos que não estavam previstos no roteiro. Enquanto entrevistava o doutor Cristiano Santana, delegado e superintendente da Primeira Região de Polícia Civil da Paraíba, responsável pela região metropolitana, conduzi uma boa conversa com uma autoridade que considero competente e preparada para a função.

A entrevista transcorreu normalmente. As considerações finais do delegado estavam previstas na pauta. Mas o que veio depois foi uma manifestação espontânea deste repórter policial e comentarista político que há mais de três décadas atua na comunicação.

E o assunto era sério!

A FOFOCA QUE TENTARAM TRANSFORMAR EM PROBLEMA

Fiquei sabendo que a mãe de uma autoridade estaria incomodada porque, em determinadas situações, recorro a contatos em unidades hospitalares para ajudar pessoas que procuram o nosso programa em busca de atendimento.

Segundo o que chegou ao meu conhecimento, alguém teria levado essa informação adiante, transformando uma prática de serviço à população em motivo de comentários e insatisfação.

Não vou antecipar nomes sem antes apurar devidamente os fatos. Mas deixo um recado: se houver necessidade jornalística e os fatos forem confirmados, as informações serão tratadas com a responsabilidade que o assunto exige.

O que me causa indignação é perceber que, enquanto há cidadãos enfrentando dificuldades para conseguir atendimento, existem pessoas que parecem gastar mais energia circulando pelos gabinetes e levando comentários de um lado para outro do que cumprindo bem suas próprias atribuições.

Isso acontece em diferentes ambientes da administração pública, seja no Estado, seja no município. Há profissionais que deveriam estar concentrados em atender a população, mas que, infelizmente, parecem mais preocupados em agradar autoridades e pessoas próximas ao poder.

É preciso lembrar de uma coisa: nenhum cargo torna alguém dono da razão, e nenhum gabinete está acima do interesse público.

Para quem tem fé, o verdadeiro Rei está nos céus. Aqui na Terra, somos todos servos e temos responsabilidades a cumprir.

POR QUE AS PESSOAS PROCURAM O CAVEIRÃO?

A resposta é simples: porque muitas vezes o cidadão está cansado de esperar, de ser mal atendido e de não encontrar uma solução para um problema que deveria ser resolvido pelos canais competentes.

Quantas pessoas procuram o nosso programa relatando dificuldades para conseguir uma consulta, um exame, um procedimento ou outro atendimento necessário? Quantas dizem que foram maltratadas por funcionários? Quantas enfrentam uma espera de meses e, em alguns casos, até de um ano?

É justamente nessas horas que a população procura a Rádio CPAD FM e o portal Caveirão da Notícia.

Não fazemos isso para desmerecer diretores de hospitais, superintendentes, médicos ou secretários de Saúde. Pelo contrário: reconhecemos o trabalho dos profissionais comprometidos com a missão de cuidar das pessoas.

O que cobramos é que os serviços funcionem, que os direitos sejam respeitados e que os obstáculos administrativos sejam identificados e corrigidos.

Os hospitais públicos recebem recursos de diferentes fontes, inclusive transferências federais, estaduais e municipais, conforme a unidade e o serviço. Por isso, é legítimo que a sociedade cobre transparência, eficiência e atendimento digno.

Quando alguém nos procura, não perguntamos a quem essa pessoa conhece, de que família faz parte ou qual autoridade pode ajudá-la. Procuramos compreender o problema e cobrar uma solução pelos meios disponíveis.

O nosso compromisso é com o cidadão, principalmente com aquele que não tem voz, influência ou acesso aos gabinetes.

QUEM JÁ VIU A DOR DE PERTO SABE O QUE ESTOU DIZENDO

Só compreende verdadeiramente o sofrimento de uma família quem já acompanhou alguém querido padecendo em um leito de hospital.

Eu já vi isso de perto. Sei o que significa a angústia de esperar, a preocupação com o diagnóstico e a sensação de impotência diante da dor de alguém que amamos.

Por isso, não trato esse assunto como uma simples discussão administrativa. Estamos falando de vidas, de dignidade humana e do direito de receber assistência.

Quando alguém procura o nosso programa, não podemos simplesmente fechar os ouvidos porque determinado pedido incomoda alguém ou porque uma autoridade não gostou de saber que estamos cobrando providências.

Não é assim que entendo o jornalismo. E não será assim que conduzirei o meu trabalho.

NÃO ACEITO INTERFERÊNCIA NO MEU TRABALHO

Quero deixar uma coisa muito clara: não me calarei diante de fatos que mereçam ser apurados, nem aceitarei que fofocas ou pressões indevidas determinem o que posso ou não posso dizer.

Isso não significa acusar indiscriminadamente gestores públicos. É preciso separar as responsabilidades.

Muitas vezes, o diretor de uma unidade, o superintendente ou o secretário de Saúde sequer sabe das dificuldades que um cidadão enfrenta na ponta. Em determinadas situações, o problema pode estar no atendimento, na condução dos procedimentos ou na atuação de profissionais que não cumprem adequadamente suas obrigações.

Por isso, a cobrança precisa ser acompanhada de apuração, responsabilidade e respeito ao direito de resposta.

Não se pode atribuir automaticamente a um gestor toda falha ocorrida dentro de uma instituição. Mas também não se pode usar a existência de uma hierarquia administrativa como desculpa para deixar o cidadão sem solução.

O que queremos é que cada um cumpra o seu papel.

E, quando houver algo errado, o nosso dever será levar os fatos ao conhecimento da sociedade e cobrar providências.

NÃO NASCI COM MEDO

Sou carioca, filho de paraibanos, e construí minha história na Paraíba, onde vivo há mais de quatro décadas e exerço o jornalismo há 32 anos.

Ao longo dessa caminhada, aprendi que a credibilidade não se constrói agradando a todos. Constrói-se com trabalho, coragem, responsabilidade e disposição para enfrentar assuntos difíceis, sempre com os fatos como fundamento.

Quando nasci, tive ao meu lado uma mulher destemida, que me trouxe ao mundo sob as bênçãos do Senhor e Salvador Jesus Cristo. A fé, os valores familiares e a consciência do dever fazem parte da minha história.

Digo isso sem arrogância: não tenho compromisso com o medo, com o silêncio imposto ou com a conveniência de quem acredita que o poder pode determinar os limites do jornalismo.

Meu temor maior é diante de Deus, a quem peço sabedoria para conduzir meus passos e discernimento para separar a verdade dos rumores.

Tudo o que relato deve estar amparado por fatos, registros e informações que possam ser verificadas. É assim que preservo a minha história e a credibilidade do meu trabalho.

Tenho uma família que amo, amigos que construí ao longo da vida e relações de respeito com profissionais das forças de segurança. Tenho também irmãos e sobrinhos no Rio de Janeiro.

Não menciono essas relações para intimidar ninguém, mas para lembrar que, por trás de cada profissional, existe uma história, uma família e uma vida que merecem respeito.

Qualquer divergência deve ser resolvida pelos meios legais, pelo diálogo e pelo esclarecimento dos fatos — nunca por intimidação ou violência.

O CAVEIRÃO VAI CONTINUAR FAZENDO O SEU TRABALHO

Aos que se incomodam com as cobranças, deixo uma mensagem: não confundam a defesa do cidadão com uma afronta pessoal.

Não estamos contra os gestores que trabalham com seriedade. Estamos ao lado da população que precisa de respostas.

Se alguém tem alguma informação concreta sobre a nossa atuação, que apresente os fatos. Se existe uma reclamação legítima, que seja esclarecida. Se houver uma falha, que seja corrigida.

O que não aceitarei é que comentários de bastidores substituam o debate sério sobre os problemas que afetam a vida das pessoas.

Na Rádio CPAD FM 96,1, no programa CPAD Notícias, e no portal Caveirão da Notícia, continuarei dando espaço às demandas da população, buscando esclarecimentos e cobrando providências das autoridades competentes.

O microfone não é propriedade de quem ocupa um gabinete. É um instrumento de comunicação que deve servir também àqueles que não conseguem ser ouvidos.

Que Deus nos abençoe, ilumine nossas decisões e dê sabedoria a todos os que têm responsabilidades públicas.

Que esta manifestação sirva de alerta a quem quer que precise compreender o nosso papel.

E, por favor, respeitem o meu momento. Hoje, prefiro não atender ligações sobre esse assunto. Quando houver fatos a esclarecer, farei isso pelos canais adequados.

O Caveirão continua de pé. Não para perseguir ninguém, mas para defender o direito de quem mais precisa.

Emerson Medeiros — Repórter policial e comentarista político | CPAD Notícias | Caveirão da Notícia.

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