A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Academia de Ensino da Polícia Civil (Acadepol), recebeu os primeiros testes de usabilidade de um protótipo de barreira visual portátil, desenvolvido para reduzir a exposição de cadáveres durante os trabalhos de investigação e perícia criminal. A iniciativa integra o projeto Proteção Visual para Cadáveres, desenvolvido a partir de uma cooperação entre o Departamento de Design da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital (DHPP) e o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC).
Os testes foram realizados em ambiente controlado, com a participação de 12 profissionais, distribuídos em duas equipes formadas por delegados, investigadores, peritos criminais e técnicos de perícia. Durante as simulações, foram avaliadas a funcionalidade, a praticidade e o desempenho do equipamento, considerando as necessidades dos profissionais que atuam nos locais de morte violenta.
Além das avaliações práticas, os participantes responderam a questionários e apresentaram observações e sugestões para o aperfeiçoamento do protótipo, contribuindo para o desenvolvimento de uma solução adequada às exigências operacionais das equipes de investigação e perícia criminal. Mais do que uma inovação tecnológica, o projeto busca promover a dignidade humana nos locais de morte violenta, reduzindo a exposição desnecessária dos corpos das vítimas e conciliando o respeito à dignidade humana com as necessidades técnicas dos trabalhos policiais e periciais.
A iniciativa segue em fase de testes e aprimoramento, com o objetivo de viabilizar a futura implementação do equipamento nas atividades de investigação e perícia criminal, fortalecendo a integração entre ciência, tecnologia e humanização na segurança pública.
Polícia Civil da Paraíba
Delegacia-Geral
Assessoria de Comunicação
22.10.2026
Investigar e Proteger
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