Anfiteatro da Casa da Pólvora ganha painel com xilogravura que exalta o cordel e o Centro Histórico

Anfiteatro da Casa da Pólvora ganha painel com xilogravura que exalta o cordel e o Centro Histórico

A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) comemora o novo visual do anfiteatro da Casa da Pólvora, que ganhou uma nova roupagem neste domingo (22). O espaço está revestido por uma obra de arte urbana em xilogravura feita pelos integrantes do Coletivo Casulo numa alusão ao cordel. O painel, que mede 35 metros de extensão, foi feito em dois dias e concluído durante os shows dos DJs Vinny Santos e Iordz no projeto Circulador Cultural, passando a fazer parte do cenário do Centro Histórico de João Pessoa.  

O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, ressalta que esse trabalho faz parte de um esforço da Prefeitura de restaurar um ambiente do Centro Histórico. Ele lembra que a Funjope tem feito isso com alguma regularidade em locais como a escadaria do Beco da Malagrida, Galeria Augusto dos Anjos e Hotel Globo. Agora, passada a temporada de chuva, a ação recomeça exatamente pela Casa da Pólvora.  

“Ficou realmente um painel encantador, que vai valorizar muito aquele ambiente, o anfiteatro. Tenho certeza de que os moradores do bairro do Roger ganham um equipamento muito bonito, embelezado e valorizado. Então, só temos a agradecer aos artistas por essa experiência que fizeram conosco lá na Casa da Pólvora”, acrescenta.  

O artista Gustavo Bezerra, que integra o Coletivo, conta que a ideia de fazer essa arte urbana surgiu da necessidade de revitalizar alguns pontos turísticos importantes da cidade. Ele explica que a obra é em preto e branco porque, inicialmente, essas eram as cores da essência da xilogravura.  

“Já a razão de homenagear o cordel é porque é uma literatura considerada marginal, algo com que todo artista de rua se identifica, especialmente pela sua estética. A imagem também mostra a ligação da praia ao Rio Sanhauá, porque pensamos em uma arte que falasse um pouco da nossa história. Assim, a maior lição nesse neo-xilo é de respeitar as culturas e os conhecimentos históricos da cidade”, observa Gustavo Bezerra.  

Ele conta que a interação com o público foi também muito positiva. “Foi uma reação de encantamento, visto que até as crianças foram influenciadas pela obra. Para nós, ter uma obra do Coletivo Casulo fazendo parte da paisagem do Centro Histórico é uma satisfação maravilhosa, aquela sensação de dever cumprido”, ressalta o artista.  

O Coletivo Casulo é uma consequência de trabalhos paralelos, uma junção de três artistas – Gustavo Bezerra, Leandro Pereira da Silva e Jonatas dos Santos Silva – em um só gênero de arte. “Dessa forma, criamos um novo estilo dentro do próprio grafitte e xilo, e unimos forças para a resistência da cultura do cordel e xilogravura”, completa.

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