Profissionais da rede municipal de ensino participam de formação sobre enfrentamento ao trabalho infantil

O processo de formação continuada dos profissionais que fazem a educação da rede municipal de João Pessoa vem sendo potencializada em todas as áreas. A Secretaria de Educação e Cultura da Capital (Sedec), em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento da infância e Adolescência da Universidade Federal da Paraíba (Nupedia/UFPB) e com o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti-PB), está realizando até o dia 4 de outubro o curso “O enfrentamento ao trabalho infantil pela política municipal de educação” para assistentes sociais e psicólogas.

O curso tem como objetivo contribuir com a formação de profissionais da política de educação municipal que atuam na educação básica, na escola pública, para o enfrentamento ao trabalho infantil. A formação acontece no auditório do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), das 8h às 12h e das 14h às 18h.

“Estamos tratando de um tema de muita importância para nossa rede de ensino. Nesta formação estamos abordando diversos aspectos como a questão da legislação, onde podemos nos amparar legalmente, como também quais são os órgãos que podem nos ajudam nesse combate ao trabalho infantil, onde se pode pedir ajuda, como enfrentar esse trabalho infantil, entre outros assuntos. Foi um dia muito precioso, de muito trabalho e aprendizagem”, disse a secretária executiva da Sedec, Luciana Dias.

Denise Ferreira dos Santos, professora do Departamento de Fundamentação da Educação da UFPB, falou da importância dessa formação para os profissionais da rede municipal de ensino. “A ideia desse curso é que os profissionais da educação, como estão diariamente com as crianças e adolescentes, possam se sensibilizar, identificar se esta temática está presente nas crianças e adolescentes que estão inseridos nas escolas da rede municipal. E com isso, eles serem agentes de proteção porque as escolas além de serem um espaço onde elas poderão adquirir cultura e conhecimentos que foram construídos pela sociedade ao longo dos tempos, é um espaço também de proteção onde elas poderão ser acompanhadas, observadas e sendo identificada alguma violência a escola poderá atuar como uma política de proteção”, explicou Denise Ferreira.

Dentro dos oito módulos trabalhos estão ‘Consequências biofisiológicas do trabalho infantil’; ‘Consequências psicossociais e no processo de escolarização’; ‘Enfrentamento ao trabalho infantil pelas políticas intersetoriais’; ‘Ações e cotidiano da escola no enfrentamento ao trabalho infantil’; entre outros temas.

A assistente social Conceição de Maria Lacerda dos Santos falou sobre a contribuição que essa formação traz para os profissionais da rede no combate ao trabalho infantil. “Esse tema está inserido em uma questão social e isso está presente na escola e no nosso dia a dia. Isso traz muito agravamento na vida estudantil, seja na infrequência escolar ou atraso na aprendizagem. Um curso de extensão como esse nos ajuda a como enfrentar e tentar contornar essas situações”, disse ela.”

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