A situação da limpeza urbana em João Pessoa voltou a escancarar um problema que há muito tempo vem incomodando a população: o lixo tomando conta das ruas enquanto o poder público segue preso em discursos, justificativas e trâmites processuais.
O prefeito da capital e o ex-prefeito já declararam ser favoráveis à contratação de uma nova empresa para tentar solucionar o caos na coleta de lixo. O problema é que, até agora, tudo continua apenas no campo das intenções. Na prática, a cidade segue convivendo com acúmulo de resíduos, mau cheiro, baratas, ratos e inúmeros transtornos espalhados pelos bairros da capital de todos os paraibanos.
Segundo o superintendente de limpeza urbana, a prefeitura não pode simplesmente romper o contrato com a atual empresa sob a justificativa de que ela teria quebrado financeiramente. A alegação é de que uma rescisão precipitada poderia gerar uma série de ações judiciais e até permitir que a própria empresa retornasse ao processo futuramente.
Mas, diante de tudo isso, a população se pergunta: até quando João Pessoa continuará presa nesse jogo burocrático?
Porque, enquanto os processos caminham lentamente, quem sofre é o povo. Sofre o trabalhador que acorda cedo e encontra lixo acumulado nas ruas. Sofrem moradores de áreas afetadas pelos alagamentos. Sofrem comerciantes, famílias e comunidades inteiras abandonadas em meio aos problemas urbanos.
E inevitavelmente vem à memória a famosa frase da banda Legião Urbana: “Que país é esse?”
A população acreditou em propostas, em planejamento e em soluções quando escolheu seus representantes nas urnas. Porém, o cenário atual demonstra uma cidade enfrentando dificuldades visíveis enquanto muitos problemas parecem ser empurrados com a barriga.
Recursos não faltaram para grandes eventos. Houve investimentos para Carnaval, Natal Luz, Réveillon e Forró Verão. Mas a pergunta que permanece é: por que não houve o mesmo planejamento para enfrentar os impactos das chuvas e os problemas estruturais já anunciados há tanto tempo?
Os transtornos climáticos não surgiram de surpresa. As previsões existiam. Os alertas também. Mesmo assim, a população continua convivendo com ruas alagadas, lixo acumulado e sensação de abandono.
Como se não bastasse, outro problema grave também vem sendo denunciado: profissionais da comunicação seguem enfrentando atrasos em pagamentos por serviços prestados. Radialistas, jornalistas, blogueiros e proprietários de sites aguardam posicionamentos e soluções.
E vale lembrar que são justamente esses profissionais que diariamente levam informação à população, denunciando problemas na saúde, na educação, na assistência social e em diversas outras áreas essenciais.
O jornalismo continua sendo a ponte entre o povo e o poder público.
E enquanto os problemas persistirem, seguiremos atentos, vigilantes e comprometidos em informar a população, não apenas sobre João Pessoa, a capital de todos os paraibanos, mas sobre qualquer fato relevante que impacte a sociedade.
Através do programa CPAD Notícias, da Rádio CPAD FM 96,1, continuaremos levando informação, questionamentos e cobrando respostas para os problemas que afetam diretamente a vida da população brasileira.





