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VEJA O QUE O GOVERNADOR Lucas Ribeiro PENSA SOBRE O POVO PARAIBANO QUE O ELEGEU

Escute com atenção o que o atual governador da Paraíba falou sobre cidadãos paraibanos que tiveram opinião contrária à dele em relação às decisões envolvendo a Cagepa. Nós, povo paraibano, somos os verdadeiros patrões dos políticos. Foi através do voto popular que ele chegou ao cargo de vice-governador e posteriormente assumiu o Governo do Estado. E não apenas ele: outros membros da sua família também foram eleitos graças à confiança do povo.

Mas diante das críticas e questionamentos feitos por parte da população sobre decisões envolvendo o futuro da Cagepa, o governador utilizou uma palavra extremamente forte: “abomino”.

A palavra “abominar” vem do latim abominari, expressão usada para demonstrar profunda rejeição, desprezo ou repulsa. No contexto bíblico, “abominação” é uma palavra pesada, ligada a algo considerado moralmente inaceitável ou ofensivo. Ou seja, ao usar esse termo contra opiniões contrárias, muitos paraibanos entenderam que o governador não apenas discordou da população, mas tratou cidadãos com desprezo simplesmente por pensarem diferente.

E aqui fica a reflexão: é assim que alguém que deseja continuar governando a Paraíba deve tratar o povo?

O cidadão tem o direito constitucional de questionar, fiscalizar e cobrar explicações quando se trata de patrimônio público. Afinal, a Cagepa pertence ao povo da Paraíba, não a grupos políticos nem a famílias tradicionais da política estadual.

Outro ponto que vem gerando grande debate é a contratação de empresa privada para atuar em serviços ligados à Cagepa através de um contrato de longa duração, podendo chegar a 25 anos. Especialistas em administração pública alertam que contratos desse porte precisam seguir critérios rígidos de transparência, publicidade, concorrência e fiscalização.

Entre os riscos frequentemente apontados em contratos dessa natureza estão:
— possível aumento de tarifas;
— perda gradual do controle público sobre serviços essenciais;
— dependência da empresa contratada;
— dificuldades futuras para revisão contratual;
— prejuízos ao interesse coletivo caso o contrato não seja acompanhado com transparência.

Pela legislação brasileira, contratos envolvendo patrimônio público devem respeitar princípios como legalidade, moralidade, publicidade, eficiência e ampla transparência. Processos desse porte normalmente exigem divulgação clara, participação competitiva de empresas interessadas, fiscalização dos órgãos de controle e acesso público às informações.

Diante da repercussão, seria importante que o governador viesse a público esclarecer melhor suas declarações e apresentar de forma transparente todos os detalhes envolvendo o processo relacionado à Cagepa, garantindo segurança jurídica e tranquilidade à população paraibana.

A democracia não funciona no silêncio. Democracia funciona com fiscalização, debate e liberdade para discordar. O povo não pode ser tratado como inimigo apenas porque questiona decisões do governo.

O voto continua sendo a maior arma do cidadão.

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