A saúde pública de João Pessoa precisa de uma atenção urgente. Não se trata apenas de investimentos em equipamentos ou reformas de unidades, mas principalmente de gestão, valorização dos profissionais e atendimento humanizado à população.
Faço essa reflexão após viver uma experiência pessoal. Durante toda esta semana acompanhei minha esposa em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. Em diversas unidades, encontramos dificuldades no atendimento e uma realidade que, infelizmente, ainda está distante do que a população espera e merece.
Felizmente, o problema foi solucionado graças ao atendimento do Dr. Cícero, médico da PB Saúde, que demonstrou competência, profissionalismo, atenção e respeito ao paciente. O reconhecimento a bons profissionais também precisa ser feito, porque eles mostram que é possível oferecer um atendimento digno mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo sistema.
Entretanto, essa experiência também reforça a necessidade de investimentos permanentes na qualificação dos profissionais de saúde. Atualizações técnicas, cursos de capacitação e treinamentos voltados ao atendimento humanizado devem fazer parte da rotina de qualquer sistema público que tenha como prioridade cuidar de vidas.
Quem procura um hospital ou uma UPA não está ali por opção. São pessoas fragilizadas física e emocionalmente, que esperam encontrar acolhimento, respeito e eficiência.
Outro ponto que merece atenção é a gestão da saúde municipal. A população cobra respostas e resultados. O prefeito Léo Bezerra precisa avaliar de forma criteriosa o funcionamento da Secretaria Municipal de Saúde e adotar as medidas necessárias para corrigir falhas, ampliar equipes e melhorar o atendimento nas unidades de saúde.
Enquanto esta matéria era produzida, a reportagem do Caveirão da Notícia recebeu relatos de pacientes sobre demora no atendimento no Hospital Ortotrauma de Mangabeira. As informações apontam para uma sobrecarga de profissionais durante o plantão. O espaço permanece aberto para que a direção da unidade e a Secretaria Municipal de Saúde apresentem esclarecimentos sobre a situação.
A crítica não tem como objetivo atacar pessoas, mas chamar atenção para um problema que afeta milhares de famílias diariamente.
Saúde pública não pode funcionar na base da sorte. A vida humana exige responsabilidade, planejamento e respeito.
Emerson Medeiros
Caveirão da Notícia



