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RETORNO DE PALMAS: UMA VIAGEM QUE DEIXA SAUDADE, ADMIRAÇÃO E MUITAS REFLEXÕES

Por Caveirão da Notícia

A emoção de deixar Palmas, no Tocantins, depois de dias ao lado da família, se mistura com a satisfação de retornar para João Pessoa, na Paraíba, terra que amo profundamente e onde construí minha história. Mas a despedida também deixa uma reflexão inevitável sobre segurança pública, respeito às leis e, principalmente, sobre a forma como o Estado se posiciona diante daqueles que insistem em desafiar a sociedade.

Palmas impressiona não apenas pela organização e pela tranquilidade, mas também pela postura adotada diante da criminalidade. É uma realidade em que o cidadão encontra uma força de segurança respaldada para cumprir seu papel, sem medo de enfrentar quem escolhe viver à margem da lei.

E quando se fala dessa postura, é impossível não lembrar da Operação Camuçu, uma das histórias que marcaram a atuação das forças de segurança do Tocantins contra integrantes do chamado novo cangaço. Uma operação que exigiu coragem, estratégia, resistência e, sobretudo, disposição de homens e mulheres que permaneceram dias dentro da mata aguardando o momento certo para agir.

Nesse contexto, merece destaque a trajetória do coronel Francinaldo Machado Bor, o coronel Bor, um verdadeiro símbolo de uma geração de policiais que construiu sua história institucional no Tocantins com firmeza, coragem e compromisso com a sociedade.

Não se trata de comparar essa história com obras de ficção como Tropa de Elite. Os filmes têm seu valor e mostram, dentro da linguagem cinematográfica, parte da realidade enfrentada pelas polícias brasileiras. Mas a Operação Camuçu foi real. Ali estavam homens e mulheres de verdade, enfrentando uma situação de extremo risco e demonstrando que, quando existe planejamento, comando e respaldo institucional, a resposta ao crime pode ser firme.

Minha crítica não é contra nenhuma polícia do Brasil. Muito pelo contrário. A Polícia existe para proteger a sociedade e precisa ter condições para exercer sua missão.

O que precisa ser discutido é o respaldo dado pelos governantes às forças de segurança. E, nesse aspecto, o Tocantins apresenta uma experiência que merece ser observada.

O governador Wanderlei Barbosa representa, na minha visão, uma gestão que compreendeu a importância de oferecer às forças de segurança as condições necessárias para proteger o cidadão. E isso se reflete também na sensação de ordem e tranquilidade percebida nas ruas de Palmas.

Enquanto isso, em outras cidades brasileiras, o cidadão ainda convive diariamente com barulho excessivo, motocicletas com escapamentos irregulares, desrespeito às normas e pessoas que acreditam ter o direito de perturbar o descanso de famílias inteiras.

Quem tem criança em casa, idosos, pessoas que precisam de silêncio para dormir ou simplesmente o cidadão que trabalhou durante todo o dia e quer descansar sabe exatamente do que estou falando.

Em Palmas, essa realidade parece ser tratada de maneira diferente: lei existe para ser cumprida e o cidadão precisa ser respeitado.

É justamente essa experiência que levo comigo no retorno para João Pessoa. Não como uma comparação entre estados ou polícias, mas como uma reflexão sobre aquilo que pode e deve ser feito quando governo, Justiça e forças de segurança caminham na mesma direção.

A viagem termina, mas as histórias ficam.

E esta é apenas a Parte 1 do documentário do Caveirão da Notícia sobre a viagem a Palmas, no Tocantins, ao lado da família.

Ainda há muito para contar, muitos personagens para apresentar e muitas histórias para compartilhar.

Palmas fica para trás no mapa, mas deixa uma grande lição: quando existe autoridade, respeito à lei e apoio institucional, quem ganha é o cidadão de bem.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO DO CAVEIRÃO DA NOTÍCIA

Segurança pública não se faz apenas com discurso. Faz-se com decisão, comando, investimento, respaldo e coragem para cumprir a lei.

O que vimos em Palmas durante esta viagem merece ser observado com atenção. Não porque seja perfeito, mas porque demonstra que uma sociedade mais organizada também depende de instituições fortes e de agentes públicos que tenham segurança para exercer suas funções.

A polícia não é contra ninguém. A polícia é a favor da sociedade de bem.

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