A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nessa quinta-feira (24), a Operação Impacto, no município de Taperoá, no Cariri paraibano. A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia Civil de Taperoá, do Grupo Tático Especial e do Núcleo de Homicídios da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, expedido pelo Poder Judiciário, em uma residência localizada no bairro São José, dois homens, de 23 e 29 anos, foram presos em flagrante.
Segundo a Polícia Civil, no imóvel foram apreendidas porções de entorpecentes, uma arma de fogo, uma arma branca, utensílios e apetrechos que, conforme a investigação, seriam utilizados na prática do tráfico de drogas, além de aparelhos celulares e dinheiro em espécie.
Os dois suspeitos foram conduzidos à unidade policial e autuados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A autoridade policial representou pela conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas. Eles permanecem à disposição da Justiça para audiência de custódia.
A Polícia Civil informou ainda que as ações de combate ao tráfico continuam sendo realizadas na região com o objetivo de identificar e responsabilizar pessoas envolvidas em atividades criminosas.
COMENTÁRIO DA REDAÇÃO | CAVEIRÃO DA NOTÍCIA
Quem acompanha o trabalho do Caveirão da Notícia sabe: eu cubro a área policial há mais de 30 anos. E, durante todo esse período, acompanhei mudanças profundas na segurança pública da Paraíba e do Brasil.
Não estou aqui para defender governo A, governo B, esquerda, direita ou centro. Estou falando de fatos.
Durante diferentes administrações, já presenciei momentos em que, ao chegarmos para cobrir prisões, apreensões e ocorrências policiais, havia uma certa resistência de autoridades em tratar publicamente da atuação de facções criminosas. Enquanto isso, o fenômeno do crime organizado já vinha crescendo e se modificando.
Hoje, uma coisa precisa ser reconhecida: a segurança pública não pode ser transformada em palanque político.
Polícia Militar e Polícia Civil têm atribuições legais e precisam cumprir a lei, independentemente de quem esteja ocupando o Palácio do Governo. O trabalho operacional é executado por homens e mulheres que estão nas ruas, investigando, prendendo, apreendendo armas e drogas e colocando a própria vida em risco.
E é justamente esse ponto que o Caveirão da Notícia quer destacar.
Quando uma operação como a Impacto é realizada em Taperoá, não estamos falando apenas de uma manchete. Por trás daquela ocorrência existem policiais que passaram horas planejando a ação, levantando informações, cumprindo mandados e entrando em locais onde o risco é real.
Enquanto muita gente está em casa, descansando com a família, viajando ou aproveitando um momento de lazer, esses profissionais estão trabalhando.
É justo, portanto, reconhecer o papel das instituições.
A atual estrutura da segurança pública paraibana tem à frente o secretário Jean Nunes, a delegada-geral adjunta Dra. Cassandra Duarte, o delegado-geral Dr. André Rabelo e, na Polícia Militar, o comandante-geral coronel José Ronildo. A atuação das forças de segurança também ocorre em articulação com o Ministério Público e o Poder Judiciário, dentro das atribuições constitucionais de cada instituição. Registros oficiais recentes confirmam a atuação integrada desses órgãos. (Governo da Paraíba)
O coronel José Ronildo, inclusive, assumiu o comando-geral da Polícia Militar da Paraíba em abril de 2026, após exercer a função de subcomandante-geral. (Jornal da Paraíba)
E aqui faço uma observação importante: segurança pública não começa e não termina no governo estadual.
Existe uma cadeia muito maior de responsabilidades. Há legislação federal, políticas nacionais, atuação do Congresso Nacional, decisões judiciais e atribuições distribuídas entre União, estados e municípios.
Por isso, quando alguém quiser discutir os problemas da segurança pública brasileira, precisa olhar o sistema inteiro, e não escolher apenas um personagem para colocar no centro da discussão.
A crítica é legítima. A cobrança também é legítima. Mas transformar policiais em instrumento de disputa partidária é um desserviço para a sociedade.
O policial não pergunta em quem você votou quando atende uma ocorrência.
Ele vai cumprir a missão.
E é exatamente por isso que o Caveirão da Notícia defende que a segurança pública seja tratada com seriedade, profissionalismo e responsabilidade institucional.
A Operação Impacto é mais um exemplo de que o combate ao tráfico passa pelo trabalho de investigação, pela atuação integrada das instituições e pelo cumprimento das decisões judiciais.
Não é sobre governo. Não é sobre partido. É sobre lei.
E, acima de qualquer disputa política, ficam aqueles homens e mulheres que diariamente colocam a própria vida em risco para que o cidadão possa trabalhar, estudar, voltar para casa e viver.
Aqui fica o reconhecimento do Caveirão da Notícia aos policiais que participaram da Operação Impacto e a todos os profissionais das forças de segurança que seguem trabalhando diariamente em defesa da sociedade paraibana.
Segurança pública se respeita.
Caveirão da Notícia — informação, opinião e responsabilidade.





