A Polícia Federal apreendeu R$ 2,5 milhões em espécie em Belém, no Pará, após duas pessoas retirarem o dinheiro de uma agência bancária. Os suspeitos foram presos em flagrante.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a possível origem dos recursos em desvios de dinheiro público e o suposto destino para financiamento irregular de campanha eleitoral. Uma arma de fogo também foi apreendida. O caso segue sob investigação e dois políticos são citados como possíveis envolvidos, sem que tenham sido presos.
COMENTÁRIO DA REDAÇÃO DO CAVEIRÃO DA NOTÍCIA
E aí fica a pergunta que precisa ser feita: o que podemos esperar de políticos que ainda acreditam que dinheiro compra consciência, compra voto e compra poder?
Meu povo, prestem atenção: estamos no século XXI, mas, em determinados ambientes da política brasileira, parece que algumas práticas apenas mudaram de roupa.
Antigamente, nos tempos do coronelismo, o poder era exercido muitas vezes na base da força, do mando, do grito e da dependência. Era o famoso “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Hoje, em determinados casos investigados, o instrumento pode ser outro: dinheiro, estrutura financeira, influência e poder econômico.
Mudou o método. A lógica do poder pelo domínio, não necessariamente.
E não estou falando de partido A, B ou C. Estou falando de uma prática que precisa ser combatida independentemente de ideologia, legenda ou grupo político.
E quando olhamos para o Rio de Janeiro, por exemplo, vemos como a relação entre política, dinheiro, organizações criminosas e estruturas de poder pode gerar consequências graves. Há investigações e casos envolvendo suspeitas de vínculos entre candidatos e grupos criminosos, além de operações contra desvios de recursos públicos e esquemas envolvendo emendas parlamentares. (Folha de S.Paulo)
É justamente aí que mora o perigo: quando o dinheiro passa a determinar quem tem voz, quem tem estrutura e quem consegue chegar ao poder, a democracia fica ameaçada.
Porque dinheiro compra muita coisa. Mas não deveria comprar a consciência de ninguém.
Eleição não pode ser balcão de negócios. Mandato não pode ser investimento para recuperar depois. E o cidadão não pode ser tratado como mercadoria eleitoral.
Por isso, o recado é simples e direto:
NÃO ACEITE. NÃO PARTICIPE. NÃO FAÇA ESSE JOGO SUJO, INDEPENDENTEMENTE DO PARTIDO OU DO POLÍTICO.
Ao identificar uma irregularidade, denuncie às autoridades competentes. É o melhor a fazer. É o correto.
Porque política se faz com proposta, trabalho, responsabilidade e voto consciente.
Voto não tem preço. Tem consequência.





