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SEGURANÇA PÚBLICA, EDUCAÇÃO E FAMÍLIA: O BRASIL PRECISA ENFRENTAR AS CAUSAS DA VIOLÊNCIA

SEGURANÇA PÚBLICA, EDUCAÇÃO E FAMÍLIA: O BRASIL PRECISA ENFRENTAR AS CAUSAS DA VIOLÊNCIA

A situação da segurança pública em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, voltou ao debate após reportagem da TV Cabo Branco e da TV Paraíba sobre a atuação do Ministério Público Federal (MPF) em relação à segurança na comunidade do Renascer.

O cenário reforça a necessidade de discutir não apenas o combate à criminalidade, mas também as políticas públicas de prevenção, educação, assistência social e oportunidades para a população.

O enfrentamento à violência exige a atuação integrada das forças de segurança, do poder público, das instituições de ensino e das famílias. A polícia tem um papel fundamental, mas a construção de uma sociedade mais segura também depende de investimentos em educação, responsabilidade familiar e oportunidades para crianças e adolescentes.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO — CAVEIRÃO DA NOTÍCIA

Por Emerson Medeiros

Quando falamos de segurança pública, precisamos ter coragem para discutir o problema de maneira ampla, sem escolher apenas os assuntos que nos agradam. A violência precisa ser combatida com firmeza, mas também precisamos refletir sobre o que estamos fazendo para evitar que crianças e adolescentes sejam atraídos para o mundo do crime.

Não adianta cobrar resultados somente das forças policiais se, ao mesmo tempo, deixamos de lado questões fundamentais como educação, estrutura familiar, prevenção e políticas públicas capazes de oferecer caminhos diferentes para a juventude.

A polícia é indispensável. O trabalho dos homens e das mulheres que enfrentam diariamente a criminalidade merece respeito. Entretanto, segurança pública não se resume a prender criminosos. É preciso trabalhar para que menos pessoas ingressem no caminho da violência.

EDUCAÇÃO: UMA RESPONSABILIDADE DE TODOS

A educação é uma das ferramentas mais importantes para transformar a sociedade. A escola tem uma responsabilidade enorme na formação dos cidadãos, mas não pode carregar sozinha uma missão que também pertence às famílias e ao Estado.

Os pais precisam acompanhar a vida escolar dos filhos, conhecer suas amizades, participar de sua formação e estabelecer limites. A escola, por sua vez, precisa oferecer ensino de qualidade, disciplina, respeito e condições adequadas de aprendizagem.

O poder público deve garantir estrutura, profissionais valorizados e políticas educacionais que preparem os estudantes para a vida.

É preciso compreender que educação não é apenas ensinar a ler e escrever. É também formar cidadãos capazes de respeitar as leis, compreender seus direitos e cumprir seus deveres.

TRABALHO, RESPONSABILIDADE E OPORTUNIDADES

Precisamos discutir também a importância de preparar os jovens para o mercado de trabalho, oferecendo qualificação profissional e oportunidades de aprendizagem adequadas à legislação.

O trabalho digno pode ensinar responsabilidade, disciplina, compromisso e o valor do próprio esforço. Entretanto, é fundamental diferenciar a aprendizagem profissional protegida por lei da exploração do trabalho infantil. Crianças precisam ser protegidas, e adolescentes só podem trabalhar nas condições e nas idades permitidas pela legislação.

O que não podemos fazer é abandonar a juventude sem oportunidades e depois nos surpreender quando parte dela acaba sendo atraída por caminhos perigosos.

É necessário oferecer alternativas concretas: cursos profissionalizantes, esporte, cultura, atividades comunitárias e programas de primeiro emprego. Prevenção também significa criar oportunidades para que o jovem possa construir um futuro longe da criminalidade.

O EXEMPLO COMEÇA DENTRO DE CASA

A família exerce uma influência decisiva na formação de crianças e adolescentes. Pais e responsáveis precisam participar, orientar, conversar e acompanhar o desenvolvimento dos filhos.

Isso não significa responsabilizar exclusivamente as famílias por todos os problemas sociais. A realidade de muitas pessoas é marcada pela pobreza, pela falta de serviços públicos e por dificuldades que exigem a atuação do Estado. Mas também não podemos ignorar a importância da presença familiar, do diálogo e da imposição de limites.

É necessário que família, escola e poder público trabalhem juntos. Quando essas instituições se afastam umas das outras, quem mais sofre são as crianças e os adolescentes.

O EXEMPLO DA NOSSA PRÓPRIA FAMÍLIA

Na minha própria família, tenho exemplos de pessoas que construíram suas trajetórias por caminhos diferentes, com trabalho, dedicação e participação na sociedade.

Meu irmão mais velho, Elenilson Medeiros, conhecido popularmente como Pará de Mauá, atua na vida pública como vereador em Magé, no Rio de Janeiro. Sua trajetória demonstra a importância da participação política e comunitária.

Meu irmão mais novo trabalha na construção civil, é músico e empreendedor. São atividades diferentes, mas que também exigem esforço, responsabilidade e dedicação.

Na minha casa, acompanho igualmente a trajetória do meu filho, Renan Max Medeiros, o Caveirinha, que há mais de três anos participa do trabalho desenvolvido pelo portal Caveirão da Notícia.

Mesmo jovem, ele vem acompanhando assuntos relacionados à segurança pública, à política e aos acontecimentos estaduais, nacionais e internacionais. Sua participação no jornalismo é uma experiência que exige responsabilidade, orientação e compromisso com a informação.

No dia 21 de agosto de 2026, na Praça do Povo do Espaço Cultural, em João Pessoa, capital da Paraíba, foi realizada uma solenidade de homenagens a civis e militares em reconhecimento aos serviços prestados à sociedade e à instituição. A cerimônia aconteceu um dia após 20 de agosto, data dedicada ao patrono da Polícia Militar da Paraíba, coronel Elísio Sobreira.

Entre os homenageados estava Renan Max Medeiros, o Caveirinha, que recebeu uma importante honraria da Polícia Militar da Paraíba. A mesma condecoração também tive a honra de receber ao longo da minha trajetória profissional.

Esse reconhecimento representa um incentivo à dedicação e ao compromisso com o trabalho. Para mim, como pai e jornalista, é motivo de orgulho ver meu filho aprendendo, participando e construindo sua própria caminhada.

A POLÍCIA MILITAR VAI ALÉM DO COMBATE AO CRIME

A Polícia Militar da Paraíba exerce uma função essencial na proteção da população. O trabalho da corporação não se limita ao enfrentamento direto da criminalidade. Também envolve prevenção, aproximação com as comunidades, orientação e iniciativas sociais que fortalecem os vínculos entre a instituição e a sociedade.

O trabalho policial exige preparo, disciplina, coragem e compromisso com a população. Por isso, é necessário reconhecer os profissionais que se dedicam diariamente à missão de preservar vidas e garantir a segurança pública.

O comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel José Ronildo, e os demais integrantes da corporação têm diante de si uma missão que exige planejamento, valorização profissional e constante aperfeiçoamento.

É importante que as políticas de segurança contemplem tanto o policiamento quanto as ações preventivas. Uma comunidade precisa de presença policial, mas também de escolas funcionando, espaços de convivência, oportunidades de trabalho e serviços públicos que atendam às necessidades da população.

UMA TRAJETÓRIA DE JORNALISMO E RECONHECIMENTO

Ao longo de 32 anos de atuação no jornalismo, tenho acompanhado de perto os desafios da segurança pública e a importância das instituições que trabalham em defesa da sociedade.

Sou carioca, filho de paraibanos, e moro na Paraíba há 43 anos. Construí minha trajetória profissional neste estado e tive a honra de receber diferentes homenagens e condecorações da Polícia Militar da Paraíba.

Também fui homenageado em Palmas, no Tocantins, com uma condecoração entregue pelo coronel Francinaldo Bo, em reconhecimento à minha trajetória.

Essas experiências reforçam minha convicção de que o jornalismo precisa acompanhar os fatos, reconhecer iniciativas relevantes e, ao mesmo tempo, cobrar das autoridades respostas para os problemas que afetam a população.

O papel da imprensa é informar, fiscalizar e promover o debate público. Isso significa reconhecer os acertos, apontar falhas e cobrar soluções, independentemente de quem esteja no governo.

DROGAS, PREVENÇÃO E RESPONSABILIDADE

O debate sobre drogas também precisa ser conduzido com seriedade, informação e responsabilidade. O problema não pode ser tratado apenas pelo ponto de vista policial, porque envolve saúde pública, educação, assistência social, prevenção e segurança.

É necessário diferenciar o debate sobre políticas relacionadas à cannabis de outras questões envolvendo o tráfico de drogas e a atuação de organizações criminosas. São assuntos que exigem análise cuidadosa, respeito à legislação e atenção às consequências sociais.

A prevenção precisa começar cedo, com informação adequada à idade, orientação familiar, acompanhamento escolar e acesso a serviços de saúde e assistência.

Ao mesmo tempo, o Estado deve enfrentar o tráfico e as estruturas criminosas, proteger as comunidades e impedir que crianças e adolescentes sejam recrutados por grupos que exploram a vulnerabilidade social.

Não podemos permitir que o debate se transforme em uma disputa de slogans. A sociedade precisa de políticas responsáveis, avaliação de resultados e ações que protejam vidas.

ESCOLA, FAMÍLIA E O DEBATE SOBRE FORMAÇÃO DOS JOVENS

Outro tema que merece atenção é a participação das famílias nas discussões sobre a formação de crianças e adolescentes, incluindo conteúdos educacionais relacionados à sexualidade, à identidade de gênero, à convivência e ao respeito às diferenças.

Os responsáveis têm o direito e o dever de acompanhar a educação dos filhos. As escolas, por sua vez, precisam trabalhar de acordo com a legislação, com responsabilidade pedagógica e respeito à dignidade de cada estudante.

O diálogo entre pais, educadores e instituições é fundamental para evitar desinformação e conflitos desnecessários. Divergências devem ser enfrentadas com argumentos, transparência e respeito, sem discriminação ou violência.

A escola precisa ser um ambiente seguro para todos. A família precisa participar da formação dos filhos. E o poder público deve garantir que as políticas educacionais sejam debatidas e executadas de maneira responsável.

POLÍTICAS PÚBLICAS PRECISAM SAIR DO PAPEL

A realidade de comunidades que enfrentam problemas de segurança exige ações concretas e permanentes.

Não basta aparecer depois de um episódio de violência, anunciar medidas e deixar que a população continue convivendo com o medo. É necessário planejamento, integração entre as instituições, fiscalização e avaliação dos resultados.

O poder público precisa investir em segurança, educação, assistência social, saúde, infraestrutura e qualificação profissional. Também deve ouvir os moradores, que conhecem de perto os problemas e as necessidades de suas comunidades.

A atuação do Ministério Público e dos demais órgãos de controle é importante para acompanhar as responsabilidades das instituições e cobrar providências quando necessárias.

A população tem direito à segurança, à educação de qualidade e a serviços públicos eficientes. Esses direitos não podem depender apenas de promessas ou de ações isoladas.

CONCLUSÃO: MAIS EDUCAÇÃO, PREVENÇÃO E RESPONSABILIDADE

A discussão sobre a segurança pública em Cabedelo precisa ir além das ocorrências policiais. É necessário enfrentar a criminalidade, fortalecer as instituições e, ao mesmo tempo, investir nas condições sociais que ajudam a prevenir a violência.

Não existe solução simples para um problema tão complexo. O caminho exige trabalho conjunto, responsabilidade, respeito às leis e compromisso permanente com a população.

A polícia precisa de condições para trabalhar. A escola precisa de estrutura. A família precisa participar. O Estado precisa cumprir suas obrigações. E a sociedade precisa compreender que segurança pública é uma responsabilidade coletiva, sem que isso retire das autoridades seus deveres legais.

Como jornalista e cidadão, defendo que o debate seja feito com coragem, equilíbrio e compromisso com a verdade. Precisamos cobrar resultados e, principalmente, construir alternativas para as próximas gerações.

Políticas públicas já! Mais educação, mais prevenção, mais responsabilidade, mais segurança e mais oportunidades.

Emerson Medeiros — Caveirão da Notícia

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