Max Oliveira
“Essas famílias vão passar o Natal em casa – em um novo lar”. Com essas palavras, o prefeito Leo Bezerra deu as boas-vindas aos primeiros moradores do Residencial Beira Rio, empreendimento construído pela Prefeitura de João Pessoa, que teve sua primeira etapa entregue nesta quinta-feira (5). Ao todo, 776 famílias de oito comunidades do Com-plexo Beira Rio, que antes viviam em moradias localizadas em áreas de risco, serão beneficiadas com os novos apartamentos. Nesta primeira etapa, 97 famílias passam a morar no residencial.
Moradia digna, segura e com infraestrutura completa, inclusive equi-pamentos sociais para a promoção da cidadania. Junto com essa pri-meira etapa do Residencial Beira Rio, o prefeito também inaugurou um Centro de Referência da Juventude (CRJ) e um Polo de Costura, com máquinas para qualificação de mão de obra entre os moradores. Parale-lamente, vão ser abertos outros cursos profissionalizantes — como de informática.
“Entregar moradia com respeito, com dignidade, com carinho, mas principalmente: com muito amor. Aqui foi plantada a semente do amor, da esperança, e pessoas que não acreditavam em ter suas casas novas, que moravam em situação de vulnerabilidade, na beira de um rio, hoje a gente está entregando a chave de um apartamento. E elas já se muda-ram e estão morando aqui. Isso é motivo de muita satisfação para todos nós e podem ter certeza que eu serei incansável na luta pela moradia própria. Esse apartamento é deles e é por eles que a gente está na Pre-feitura de João Pessoa”, afirmou Leo Bezerra.
Diálogo com os moradores – O Residencial Beira Rio está recebendo famílias das oito comunidades atendidas pelo Programa João Pessoa Sustentável: Padre Hildon Bandeira, São Rafael, Santa Clara, Tito Sil-va, Miramar, Vila Tambauzinho, Brasília de Palha e Cafofo Liberdade. Sobre o processo de saída de áreas de risco até a chegada no novo resi-dencial, o coordenador-geral da Unidade Executora do Programa João Pessoa Sustentável, Benjamim Maranhão, explicou que foi desenvolvi-do por técnicos sociais, incluindo um estudo hidrológico das inunda-ções do Rio Jaguaribe.
“Tratava-se de pessoas que viviam em locais insalubres e com perigo de sobrevivência, que agora recebem uma moradia digna muito próximo da sua zona original. A Prefeitura de João Pessoa teve o cuidado de respeitar a questão territorial das comunidades que habitam há dezenas de anos. Todo o diálogo com a comunidade obedeceu ao cadastro inici-al, sendo um programa acompanhado não só pela Prefeitura, mas tam-bém pelo BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento], devido ao financiamento internacional, e pelo Tribunal de Contas”, destacou.
Acompanhamento das famílias – Algumas atividades também já pas-sam a funcionar no Residencial Beira Rio. Inicialmente, o Polo de Cos-tura, estruturado de uma forma completa para que a comunidade, tanto do Complexo Beira Rio como do João Pessoa Sustentável, possa se in-serir nesse processo de formação e atuação no mercado de trabalho.
“Ele é um polo moderno, grande, que vai atender os moradores, com todas as máquinas já instaladas. A gente tem, além dessa capacitação de costura, um letramento digital. O início de uma capacitação para que a comunidade comece a ter acesso a informática e comece a se inserir de forma mais técnica na venda dos produtos, na comercialização e tudo mais”, explicou a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Norma Gouveia.
Recomeço – Com as chaves do apartamento novo nas mãos, Cibele da Rocha Marcolino comemorou o endereço novo. “Minha casa ficava to-mada pela água quando chovia”, contou. “Era muito desespero, só in-certezas na vida. Mas hoje eu posso dizer que estou vivendo um reco-meço, com mais dignidade, conforto e segurança”, desabafou a morado-ra.
Fotos: Renata Medeiros





