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ANÁLISE DO CAVEIRÃO | CONFRONTO NO RIO GRANDE DO SUL LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE PREPARO POLICIAL E SEGURANÇA DA POPULAÇÃO

ANÁLISE DO CAVEIRÃO | CONFRONTO NO RIO GRANDE DO SUL LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE PREPARO POLICIAL E SEGURANÇA DA POPULAÇÃO

O Caveirão da Notícia acompanhou as imagens do confronto ocorrido na região central de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e, diante do que foi apresentado, algumas situações merecem uma reflexão séria por parte das autoridades da segurança pública daquele estado.

Pelas imagens divulgadas, é possível levantar questionamentos sobre dois aspectos fundamentais na atividade policial: o preparo físico e o preparo técnico e psicológico dos profissionais que estão diariamente nas ruas enfrentando a criminalidade.

A maneira como o policial corre, procura abrigo e conduz a perseguição chama a atenção. Evidentemente, não é possível avaliar toda a formação de um profissional apenas por um vídeo, mas as cenas levantam dúvidas legítimas sobre procedimentos, posicionamento tático e técnicas de proteção individual.

Afinal, estamos falando de uma atividade em que qualquer erro pode custar uma vida. E não apenas a do policial ou a do criminoso, mas também a de cidadãos que estão passando pelo local e não têm absolutamente nada a ver com aquela ocorrência.

E foi justamente o que aconteceu: um policial ficou ferido, um dos criminosos também foi atingido e uma terceira pessoa, sem participação direta no episódio, acabou baleada. Graças a Deus, segundo as informações divulgadas, o policial não corre risco de vida. Mas poderia ter sido muito pior.

Quanto ao criminoso que decidiu enfrentar a polícia, que responda pelos seus atos perante a Justiça. Que receba atendimento médico e, depois, cumpra a pena que lhe for imposta. Quem escolhe o caminho da criminalidade precisa assumir as consequências de suas escolhas.

MAS A PERGUNTA QUE FICA É: ONDE ESTÁ O PREPARO?

Secretário de Segurança Pública, governador e comandante-geral da Brigada Militar do Rio Grande do Sul: cuidem melhor dos seus homens! Invistam em treinamento, condicionamento físico, capacitação técnica e preparo psicológico. Exijam excelência, porque a sociedade entrega armas e autoridade aos policiais esperando que eles estejam preparados para proteger vidas.

E, se precisarem conhecer experiências de outros estados, a Paraíba tem muito a apresentar.

Aqui, o trabalho desenvolvido pela Polícia Militar da Paraíba, sob o comando do coronel José Ronildo, merece ser observado. Os policiais que atuam em ocorrências de maior complexidade precisam estar preparados para reagir, buscar abrigo, utilizar técnicas de abordagem e, principalmente, preservar a vida de inocentes.

Quer outro exemplo? Olhem para o Tocantins, onde o coronel Francinaldo Bo também representa uma referência de liderança e experiência na segurança pública.

Não estou dizendo que não existam falhas em outros estados ou que a Paraíba e o Tocantins sejam infalíveis. Nenhuma instituição está acima de avaliações e aperfeiçoamentos. Mas é preciso reconhecer experiências positivas, aprender com elas e buscar evolução permanente.

COPIAR O QUE DÁ CERTO NÃO É VERGONHA. VERGONHA É NÃO APRENDER COM OS ERROS.

Minha crítica é construtiva e dirigida aos procedimentos apresentados nas imagens, não à instituição ou a todos os seus integrantes.

O policial precisa voltar para casa vivo. O cidadão precisa sair de casa com segurança. E o criminoso precisa saber que encontrará uma polícia preparada, técnica e firme, atuando dentro da lei.

Porque segurança pública não se faz apenas com arma na cintura e viatura na rua. Faz-se com preparo, disciplina, treinamento e responsabilidade.

EMERSON MEDEIROS
Caveirão da Notícia | Análise do Caveirão

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