Talvez você ainda não tenha parado para pensar nisso, mas há grandes chances de você já ter lido uma matéria revisada por ele, assistido a um vídeo editado por ele ou consumido um conteúdo que passou pelas mãos dele.
Hoje, a gente muda o foco.
Hoje, quem sempre esteve nos bastidores vem para o centro da história.
Hoje é dia de Renan Max Medeiros, conhecido por todos como Caveirinha — e, pelos mais próximos, como nosso Caveirinha.
Editor, apoio técnico, braço direito na produção de vídeos, correção de textos e organização do nosso portal. Mas, acima de tudo, filho, amigo e uma das pessoas mais importantes da minha vida e da história do nosso trabalho.
Este texto não é apenas uma homenagem.
É quase um documentário em palavras, contando a trajetória de alguém que ajuda a contar histórias todos os dias, mas raramente tem a sua própria contada.
Respeito que vem de quem conhece caráter
O Caveirinha é tratado com carinho e respeito por pessoas que representam muito no nosso estado. Pelo nosso general, pelo coronel Sérgio Fonseca, pelo coronel Magno e também pelo coronel Timóteo, comandante da Região Metropolitana de João Pessoa, que sempre demonstrou atenção e cuidado com ele.
Na Polícia Civil, o mesmo carinho e respeito vêm de André Rabelo e do Porto, policial civil das antigas, gente que entende de estrada, de vivência e de ser humano. Isso não se conquista com discurso, se conquista com postura.
Uma infância vivida de perto
Se voltarmos no tempo, a história é longa. O Caveirinha sempre foi carinhoso, solícito e presente. Sempre muito presente na minha vida. Construímos uma parceria de verdade, de convivência, de olho no olho.
Quando ele ainda era bebê, muitas vezes eu precisei levá-lo comigo para o trabalho na área policial. A mãe dele, Maria Eduarda, trabalhava intensamente no aeroporto, em turnos puxados, atravessando dias e madrugadas. Era uma rotina dura, mas honesta.
Em muitos momentos, fui pai e mãe ao mesmo tempo. Até que chegou um dia em que a vida pediu mudança. Não irresponsabilidade — quem me conhece sabe —, mas decisão. Fizeram uma injustiça com a Maria Eduarda. Olhei para tudo aquilo e disse:
“Chega. Vamos embora.”
E fomos.
A partir dali, a vida mudou. O Caveirinha passou a ter pai e mãe ainda mais presentes. Éramos só nós três. Pouco apoio externo, muita luta, mas felicidade real. Sempre demos um jeito de viver, de viajar quando dava, de criar memória.
Bastidores, parceria e construção diária
Hoje, o Caveirinha já está há quase três anos comigo no Caveirão, ajudando de verdade no trabalho. Quem lê o portal talvez não saiba, mas ele está por trás de muito do que vai ao ar.
Eu escrevo do meu jeito, direto, às vezes bruto. E ele chega com calma:
“Pai, se a gente ajustar aqui, fica melhor.”
Ele revisa textos, cuida dos vídeos, organiza ideias. Eu venho da época dos dinossauros; ele já nasceu nesse mundo digital. Os textos são meus, mas as correções são dele. Isso é parceria. Isso é construção conjunta.
Fé desde cedo e um divisor de águas
A fé sempre fez parte da vida do Caveirinha. Desde os três anos de idade, eu já o conduzia religiosamente aos cultos de domingo no Espaço Gospel Praia. Ele cresceu ouvindo a Palavra.
No ano passado, participou do retiro de adolescentes da Primeira Igreja Batista, e ali aconteceu algo que não dá pra explicar em poucas linhas. Foi um divisor de águas.
E aqui faço questão de dizer com toda a força:
a Paraíba, o Brasil e o mundo precisam conhecer melhor o pastor Estevam Fernandes.
Esse homem verdadeiramente muda vidas em nome de Deus. Muda pensamentos, muda trajetórias, muda pessoas. Isso precisa ser propagado. Precisa ser dito. Precisa ser conhecido. Porque quando alguém muda uma vida, muda também tudo ao redor dela.
Depois desse retiro, o Caveirinha voltou diferente. Mais consciente, mais firme. Na escola, conversou com diretora e coordenação e criou uma célula no intervalo. Começou a influenciar outros jovens de forma positiva. Está escrevendo sua própria história.
Educação não se terceiriza
Aqui deixo um posicionamento claro.
Educação não se terceiriza.
Sou eu quem dito quem meus filhos serão. A responsabilidade é minha. A obrigação é minha. Não é do poder público, não é da Justiça e não é de governo nenhum.
Falo com propriedade. Já criei outros filhos — muito bem encaminhados na vida, graças a Deus. Bem resolvidos, bem empregados, bem formados.
E aqui está o meu espelho: o Caveirinha.
Um garoto que trilha caminhos corretos porque tudo começou dentro de casa.
Não foi a Justiça.
Não foi a lei.
Não foi a força.
Foi educação, presença, diálogo e exemplo. Mostrando o que é certo e o que é errado. Eu não terceirizo minha responsabilidade para governo nenhum. Crio meus filhos segundo a lei de Deus, respeito e obedeço a lei dos homens, mas dentro da minha casa, eu tenho regras.
Um filho em quem todos acreditamos
Nunca me enganei com meu filho.
Nunca desacreditei.
Eu, meus pais e minha esposa Maria Eduarda, mãe do Caveirinha, estamos juntos, de mãos dadas, acreditando em dias melhores, acreditando no futuro dele.
Ele já nos dá orgulho.
E vai dar muito mais.
Parabéns, Caveirinha
Parabéns, Renan Max Medeiros.
Muitos anos de vida, com saúde, sabedoria e proteção de Deus.
Que sua caminhada seja longa, firme e cheia de propósito.
Vida longa, Caveirinha.
Vida que segue. 🙏❤️🚀

