FÉ, RESPONSABILIDADE E SEGURANÇA: NÃO SE TERCEIRIZA A EDUCAÇÃO DOS FILHOS

Em meio a debates e críticas, reflexão sobre livre-arbítrio, papel da família e valorização das forças de segurança da Paraíba

Estive em um retiro de uma igreja neste período de Carnaval. Um momento de reflexão, fé e vigilância. Ao lado do pastor e também de Siqueira, oficial da Polícia Militar, pude ver claramente o contraste entre o mundo que muitos vivem e o mundo que nós queremos para nossas famílias.

E faço uma pergunta sincera: por que não pesquisar o livro mais antigo da humanidade? A Bíblia Sagrada.

Ela nos ensina sobre livre-arbítrio. Deus nos deu o poder da escolha.

Então vamos colocar a culpa em quem?
Nos deputados?
Nos senadores?
Nos políticos em geral?
Nos nossos pais?
Ou em nós mesmos?

Estamos falando de segurança pública ou de adivinhação?

Refiro-me ao ocorrido na madrugada do último domingo, em um loteamento nas proximidades do aeroporto, na cidade de Santa Rita, terra dos canaviais.

Um lugar que tem desafios, sim. Mas também é berço de grandes nomes.

De lá saiu o campeão mundial Mazinho.
Profissionais da música como DJ Ivis.
Nomes fortes do rádio como Erivaldo Silva, conhecido como “Dedo de Ouro”, além de tantos outros comunicadores.

Também saiu de lá Elenilson Medeiros, conhecido na cidade de Magé como Pará, onde exerce o mandato de vereador.
E saiu também Emerson Medeiros, o Caveirão da Notícia, morador há 43 anos daquela terra.

Nenhum de nós nasceu em berço de ouro.
Vendemos na feira, na praia, carregamos frete, trabalhamos no comércio da família. Lutamos.

Fácil nunca foi.
Impossível também nunca foi.

Ouvi falas desastrosas de políticos que prefiro não citar. Não dou palanque a covarde. A politicagem muitas vezes se aproveita da dor alheia para espalhar críticas infundadas.

Falam de viaturas com apenas dois policiais e armamento insuficiente. No meu bairro, sempre presenciei três policiais na VTR e armamento de grupo. Resultado de uma política de segurança que vem sendo mantida e fortalecida pelo governador João Azevêdo.

É preciso reconhecer o trabalho firme da Polícia Militar da Paraíba, sob o comando do coronel Sérgio Fonseca, e do Tenente-Coronel Timóteo, comandante da Região Metropolitana.

Da mesma forma, é justo destacar a atuação da Polícia Civil da Paraíba, na pessoa do delegado-geral André Rabelo, do doutor Cristiano Santana e do secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Jean Nunes.

Homens que dão o sangue diariamente para proteger a população.

No caso do último domingo, cinco envolvidos foram identificados: quatro menores apreendidos e um maior preso. Resposta rápida das forças de segurança.

Mas há uma reflexão que precisa ser feita.

Um pai afirmou que não sabia onde o filho estava naquela noite. Disse que os jovens de hoje não informam para onde vão.

Com todo respeito à dor, eu digo: eu sei onde meu filho de 16 anos está. Sei agora e sei todos os dias. Porque, abaixo de Deus, dentro da minha casa eu sou o responsável. Eu sou o elo entre meu filho e a lei dos homens.

Já criei dois antes dele. E deram certo.

A Paraíba possui 223 municípios. É humanamente impossível que a polícia esteja em cada esquina sem que haja comunicação prévia de eventos clandestinos.

Não se pode terceirizar a criação dos filhos para o Estado.

A polícia combate o crime.
Mas quem forma caráter é a família.

Livre-arbítrio é bíblico. Escolha também.

Lamento profundamente pelas famílias que perderam seus entes queridos. Dor não se questiona, se respeita.

Mas se cada um fizer sua parte dentro de casa, dias melhores virão.

Que Deus abençoe nossas famílias.
Que Deus proteja nossas forças de segurança.
E que possamos valorizar aqueles que vestem a farda e arriscam a própria vida por todos nós.

Caveirão da Notícia.

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