Repórter cobra mais segurança nas BRs e relata episódios recorrentes de risco aos motoristas
Durante o programa de rádio, na manhã desta quarta-feira, depois de um feriadão, o repórter policial e comentarista político da Rádio CPAD FM fez uma pergunta direta e recebeu apoio imediato dos ouvintes: pra que serve a Polícia Rodoviária Federal no estado da Paraíba?
O questionamento surgiu após o repórter presenciar, quando retornava do estado do Rio Grande do Norte, uma situação considerada por ele inadequada por parte de patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal. Antes da entrada de Lucena, a viatura da PRF estava posicionada no acostamento, com o porta-malas aberto e de forma que, na avaliação do jornalista, dificultava a visualização por parte dos motoristas que trafegavam pela rodovia.
Segundo o relato, esse tipo de abordagem gera insegurança e apreensão, especialmente em um trecho onde já foram registradas diversas ocorrências envolvendo ataques a veículos. Motoristas relatam medo constante ao trafegar pela região, principalmente devido a episódios de pessoas jogando pedras contra carros em movimento.
O repórter faz questão de deixar claro: não se trata de opinião, mas de afirmação baseada em fatos e experiências vividas. Policiais rodoviários federais são remunerados pelo Estado brasileiro justamente para garantir segurança ao longo de toda a rodovia federal, prevenindo crimes, protegendo motoristas e assegurando a ordem nas estradas.
E esse tipo de situação, segundo ele, não vem acontecendo de hoje. Há registros frequentes de veículos sendo atacados com pedras, motoristas retornando em contramão por medo e famílias vivendo momentos de pânico, especialmente nas proximidades da entrada de Lucena. Casos semelhantes já foram noticiados em anos anteriores e fazem parte da memória recente da população que utiliza diariamente essas rodovias.
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Episódio de dezembro de 2025 marcou a família do repórter
O jornalista relembrou um episódio pessoal ocorrido em 5 de dezembro de 2025, quando viajava com sua família para o estado do Rio Grande do Norte para comemorar seu aniversário.
Na ocasião, o veículo em que estava teve o para-brisa quebrado após pedras serem arremessadas na rodovia. O susto foi grande e o episódio gerou estresse e preocupação com a segurança da família.
Segundo ele, situações como essa demonstram que a atuação da segurança nas rodovias precisa ir além da fiscalização de velocidade, envolvendo presença preventiva, patrulhamento ostensivo e ações voltadas à proteção da vida.
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Dificuldade de cumprir a lei em locais inseguros
O repórter também destacou que, em determinadas situações, torna-se difícil trafegar estritamente dentro dos limites da lei quando há riscos iminentes à segurança. Em trechos onde há histórico de violência, o instinto de proteção pode levar motoristas a agir de forma defensiva, buscando preservar a própria vida e a de seus familiares.
Ele afirmou que o país vive um momento delicado na área da segurança pública, com o avanço do crime organizado e o aumento da sensação de insegurança em diversas regiões. Profissionais que atuam na segurança pública e no jornalismo policial convivem diariamente com riscos, especialmente quando denunciam irregularidades ou cobram providências das autoridades.
Mesmo diante desse cenário, o repórter declarou que continuará exercendo sua função com responsabilidade e firmeza.
“Eu não vou me calar.”
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Cobrança por providências e responsabilidade institucional
O comentarista reforçou que acredita nas instituições e respeita o trabalho das forças de segurança, mas defende que a população tem o direito de cobrar eficiência, transparência e presença efetiva nas rodovias.
Ele afirmou que garantir a segurança nas BRs é uma responsabilidade direta da Polícia Rodoviária Federal e que a população espera ver ações que priorizem a proteção da vida e não apenas a aplicação de multas ou fiscalizações pontuais.
Por fim, fez um apelo direto às autoridades federais para que acompanhem a situação e adotem medidas concretas de melhoria na segurança das rodovias.
Segundo ele, fica difícil compreender situações em que a atuação da polícia gera questionamentos da população, especialmente em um período eleitoral, quando a confiança nas instituições precisa ser ainda mais fortalecida.
O repórter destacou que o povo brasileiro já enfrenta muitas dificuldades e que atitudes consideradas inadequadas nas rodovias aumentam a sensação de insegurança e revolta entre os cidadãos.
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Sobre o programa
O programa CPAD Notícias vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h às 9h da manhã, na Rádio CPAD FM 96,1.
A mesa do programa é composta pelos apresentadores:
- Daniel Pereira
- Pastor Eduardo Silva
- Emerson Medeiros, repórter policial e comentarista político do programa
A emissora tem como superintendente o pastor Isaac Venerando, que atualmente está afastado de suas funções por estar concorrendo a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba.






