Por Emerson Medeiros — Caveira da Notícia
O último domingo, Dia dos Pais, foi daqueles momentos que ficam guardados para sempre na memória.
Quero começar agradecendo ao pastor Estevam Fernandes e a todos que fazem a Primeira Igreja Batista da Paraíba pela recepção, pelo carinho e pela acolhida. Foi uma manhã especial, em que estivemos juntos, unidos em família, para louvar e agradecer a Deus.
E aquele domingo teve um significado ainda maior para mim.
Meus pais estiveram na Igreja Batista. Minha mãe já havia ido algumas vezes, mas, para o meu pai, foi uma experiência especial. Ele, assembleiano de tantos anos, acostumado com a Assembleia de Deus, com o coral, os grupos familiares, as campanhas de visitação e o tradicional Círculo de Oração, estava ali para ver o neto servindo a Deus.
E não existe orgulho maior para um avô do que enxergar um neto seguindo um caminho de fé.
Meu pai e minha mãe carregam essa história há muitos anos. São pessoas que sempre estiveram envolvidas com a igreja, ajudando, participando, visitando, orando e servindo.
E talvez seja justamente por isso que eu veja com tanta alegria o caminho que Renan Marques Medeiros, meu filhão, meu orgulho, vem construindo.
Ele tem aprendido muito conosco, mas também com os avós.
Houve um período em que eu e Maria Eduarda precisamos passar uma temporada em uma de nossas casas em João Pessoa. Como Renan ainda era pequeno e precisava manter sua rotina de estudos, ele ficou com papai e mamãe, em Santa Rita.
E, para quem está lendo, pode até parecer que João Pessoa e Santa Rita ficam muito distantes. Mas são apenas cerca de 18 quilômetros.
Naquela época, porém, a distância fez com que os avós tivessem uma participação ainda maior na formação do nosso filho.
E isso também foi importante.
Renan cresceu convivendo com os avós, recebendo seus ensinamentos e conhecendo, desde cedo, diferentes formas de servir a Deus.
Desde pequeno, ele acompanhava meus pais à Assembleia de Deus. Ao mesmo tempo, também passou a frequentar a Primeira Igreja Batista, onde acabou se identificando mais.
E eu respeito.
Aceito suas escolhas, seus desejos e aquilo que ele sente no coração, porque acredito que Deus planta propósitos no coração de cada um de nós.
Hoje, olhando para aquele adolescente que vem se tornando um grande homem, só consigo sentir gratidão.
Gratidão a Deus. Gratidão aos meus pais. Gratidão à minha esposa. Gratidão aos pastores e a todos aqueles que contribuíram para sua formação.
E quero deixar também uma palavra especial de agradecimento a todos que fazem a segurança pública da Paraíba.
Obrigado pelo carinho, pelo afeto e pela maneira como vocês sempre receberam meu filho, fazendo com que ele se sentisse parte da nossa família, parte do nosso ambiente e, de certa forma, um dos nossos.
👨👩👦 O conselho de um pai para outros pais
E é justamente aqui que essa história deixa de ser apenas minha.
Ela pode servir de reflexão para muitos outros pais.
Levem seus filhos para o templo, independentemente da religião.
Levem seus filhos para conhecer aquilo que vocês fazem.
Levem para o trabalho quando for possível. Mostrem sua rotina. Mostrem suas dificuldades. Mostrem que nada na vida vem de graça.
Eu e minha esposa temos procurado fazer isso ao longo dos anos.
Sempre conduzimos nosso filho para conhecer o nosso ambiente de trabalho, para entender nossas responsabilidades e para perceber que vida fácil não presta.
A vida boa é aquela em que conquistamos as coisas com esforço, com trabalho, com dificuldade, com perseverança e, acima de tudo, buscando dias melhores.
Talvez essa seja uma das maiores heranças que um pai e uma mãe podem deixar para um filho: o exemplo.
Porque muitas vezes vemos crianças e adolescentes sendo atraídos pelo submundo do crime, pelas drogas, pelas facções e pela promessa de uma vida fácil.
E, claro, cada história tem suas particularidades. Mas também precisamos ter coragem para olhar para dentro de nossas próprias casas e perguntar:
Estamos realmente fazendo o nosso dever de casa como pais?
Estamos acompanhando nossos filhos?
Sabemos com quem eles andam?
Conhecemos seus amigos?
Conversamos com eles?
Mostramos nossos valores?
Damos atenção?
Participamos da vida deles?
Porque criar um filho não é apenas colocar comida na mesa.
É estar presente.
É ensinar.
É ouvir.
É corrigir quando necessário.
É mostrar caminhos.
É dar amor, mas também limites.
É mostrar que o trabalho dignifica e que nenhuma conquista verdadeira acontece sem esforço.
🙏 Uma reflexão que merece ser registrada
O que vivi no último domingo me fez pensar que talvez essa história seja maior do que uma simples postagem de Dia dos Pais.
Ela fala sobre três gerações.
Meus pais, que há décadas servem a Deus.
Eu e minha esposa, tentando transmitir ao nosso filho aquilo que aprendemos.
E Renan, que agora começa a construir sua própria história, carregando um pouco de tudo aquilo que recebeu.
É assim que valores são transmitidos.
É assim que famílias são construídas.
É assim que uma geração ensina a outra.
Por isso, fica aqui a dica do Caveira da Notícia:
Estejam presentes na vida dos seus filhos.
Não terceirizem a educação.
Não deixem que a rua ensine aquilo que deveria ser aprendido dentro de casa.
Mostrem seus valores.
Mostrem seu trabalho.
Mostrem suas dificuldades.
Levem seus filhos à igreja, ao templo, ao ambiente de fé que vocês escolheram.
E, principalmente, deem a eles aquilo que nenhum dinheiro consegue comprar: presença, exemplo e amor.
No fim das contas, talvez seja essa a verdadeira herança que deixamos para nossos filhos.
E, sinceramente, depois de tudo que vivi naquele domingo, acredito que essa reflexão pode render um documentário especial do Caveira da Notícia.
Uma história sobre pais, filhos, avós, fé, segurança pública e os caminhos que escolhemos para as próximas gerações.
Porque filho não precisa apenas de quem coloque comida na mesa. Filho precisa de quem caminhe ao lado dele. ❤️🙏






Uma resposta
Ser pai, não é deixar herannça como muitos pais e filhos pensam. Ser pai é deixar um legado e ser sempre lembrado pelas ações e atitudes, não pelo dinheiro.