Agora sim, parece ser definitivo. Acabaram as especulações, as “barrigadas” e também o transtorno provocado pela demora em torno dessa definição.
Há quem diga que não é um bom nome. Já ouvi isso de alguns amigos. Mas temos outro olhar sobre essa composição — e essa é uma análise jornalística, mas também a minha opinião como comentarista político.
Estamos falando de uma mulher que já foi vice-governadora da Paraíba por duas vezes, Lígia Feliciano, e que tem ao seu lado um dos políticos mais articulados e habilidosos do cenário paraibano: Damião Feliciano.
Damião é daqueles políticos que conseguem sentar em praticamente todas as mesas. É deputado federal reeleito sucessivamente, construiu uma trajetória política sólida e mantém uma presença muito forte em Brasília e em diversas regiões da Paraíba.
A dupla também possui uma base eleitoral significativa na Região Metropolitana de João Pessoa e em outras regiões do Estado. E há ainda um fator que não pode ser ignorado: o casal conseguiu emplacar o filho, Gustavo Feliciano, no primeiro escalão do Governo Lula, como ministro do Turismo.
Ou seja: quando se olha para essa composição sob a perspectiva política, não dá para simplesmente subestimá-la.
Na minha avaliação, essa dupla pode dar muito trabalho durante a campanha eleitoral. Tem experiência, articulação, presença política e capacidade de construir alianças.
É claro que eleição se ganha nas urnas e que muita coisa ainda pode acontecer até o dia da votação. Mas, diante desse cenário, talvez seja hora de alguns adversários repensarem suas estratégias.
Boa sorte a todos os envolvidos. Que cada grupo apresente suas propostas, faça sua campanha e, no final, que o eleitor paraibano escolha livremente quem considera melhor para representá-lo.
Essa é a minha visão jornalística e a minha opinião como comentarista político da Rádio CPAD FM 96,1 e do portal Caveirão da Notícia.





