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Caveirão cobra ações mais firmes na segurança pública e defende maior presença do Estado em Santa Rita

Durante participação ao vivo no CPAD Notícias, na CPAD FM 96,1, comunicador reconheceu o trabalho dos policiais, mas cobrou mais atuação institucional do 7º BPM, da BPTran, da Secretaria de Segurança Pública e, principalmente, do Governo do Estado

Durante mais uma edição do CPAD Notícias, ao vivo nos estúdios da CPAD FM 96,1, o Caveirão voltou a fazer uma análise contundente sobre a segurança pública na Paraíba. Ao lado do pastor Eduardo Silva, ele defendeu uma atuação cada vez mais integrada das forças de segurança e cobrou respostas mais efetivas diante dos problemas enfrentados pela população.

Com o estilo direto que já é uma marca de suas participações no programa, o Caveirão fez questão de diferenciar o trabalho realizado diariamente pelos policiais da política de segurança pública adotada pelo Estado.

Segundo ele, os policiais trabalham, realizam prisões e enfrentam diariamente situações de risco, mas é preciso que exista uma orientação clara, estrutura adequada e presença efetiva do Estado nos locais considerados mais sensíveis.

Cobrança por maior presença em Santa Rita

Ao abordar a realidade de Santa Rita, o Caveirão defendeu uma presença mais efetiva do 7º Batalhão de Polícia Militar, especialmente diante dos desafios enfrentados em áreas onde a criminalidade tenta ocupar espaço.

A cobrança, no entanto, foi feita com ressalvas e respeito ao atual comando da unidade. O comunicador destacou que reconhece a disposição e o trabalho do comandante, mas entende que quem está à frente de um batalhão precisa estar permanentemente inserido na realidade operacional da região sob sua responsabilidade.

Para o Caveirão, a presença do comando próximo das ocorrências e das comunidades é fundamental para que as estratégias de policiamento possam ser aperfeiçoadas e produzam resultados ainda melhores.

A mesma preocupação foi direcionada à BPTran, que, segundo ele, também possui papel importante dentro da estratégia de segurança, principalmente nas ações de fiscalização, controle e prevenção.

Bairro do Assude também entrou na discussão

Durante a conversa, o comunicador relembrou cobranças que já havia feito anteriormente sobre o Bairro do Assude, em Santa Rita.

Ele afirmou que vinha chamando atenção para a necessidade de uma presença mais efetiva das forças de segurança naquela região antes mesmo de acontecimentos recentes reforçarem a preocupação.

Ao citar uma ocorrência envolvendo a apreensão de um revólver calibre .38 no bairro, o Caveirão afirmou que o episódio serviu para reforçar uma percepção que já vinha sendo apresentada por ele no programa: a realidade da criminalidade em determinadas áreas pode ser maior do que aquilo que aparece nas estatísticas ou nas ocorrências divulgadas oficialmente.

“Eu sei que tem muito mais”, afirmou durante o programa, ao explicar sua preocupação com a realidade vivenciada por moradores e policiais.

A cobrança maior é ao Governo do Estado

Apesar das críticas pontuais direcionadas às estruturas de segurança, o Caveirão deixou claro que sua principal cobrança é dirigida ao Governo do Estado.

Na avaliação apresentada durante o programa, cabe ao governador estabelecer as diretrizes, garantir estrutura e determinar as condições necessárias para que as forças de segurança possam atuar de maneira eficiente no combate à criminalidade.

O comunicador também fez críticas à atuação política em relação às leis de segurança pública e defendeu que representantes paraibanos no Congresso Nacional ampliem a pressão por mudanças na legislação.

Para ele, não basta responsabilizar somente o policial que está na ponta. É necessário discutir também as condições oferecidas pelo Estado, as estratégias de enfrentamento ao crime e as próprias regras que permitem que criminosos voltem às ruas e, em alguns casos, voltem a cometer crimes graves.

“Não estou pedindo a cabeça de ninguém”

Em um dos momentos mais importantes da conversa, o Caveirão fez questão de explicar que suas cobranças não têm como objetivo pedir a saída ou a responsabilização individual de policiais ou comandantes.

“Eu não estou aqui pedindo a cabeça de ninguém. Estou aqui pedindo que o nosso direito, o direito do cidadão, seja garantido”, afirmou.

Ele também lembrou sua relação de longa data com Santa Rita, onde afirmou viver desde os cinco anos de idade, ressaltando que sua experiência de convivência com a cidade permite que acompanhe de perto as transformações e os problemas enfrentados pela população.

“A polícia trabalha muito”, afirma Caveirão

Outro ponto destacado durante o programa foi a necessidade de separar a atuação dos policiais da avaliação sobre a política de segurança pública.

Questionado sobre declarações anteriores nas quais havia elogiado a Polícia Militar da Paraíba, o Caveirão respondeu que não estava criticando os policiais.

Segundo ele, a polícia trabalha muito e prende muito, mas o problema está em perceber que, apesar do esforço dos agentes de segurança, criminosos continuam demonstrando disposição para enfrentar o Estado.

Na visão do comunicador, é preciso que exista uma resposta institucional clara, firme e coordenada diante dessas situações.

A discussão, portanto, não foi apresentada como uma crítica aos homens e mulheres que estão nas ruas, mas como uma cobrança por melhores condições de trabalho, planejamento, comando e, principalmente, por uma política de segurança pública capaz de acompanhar a realidade enfrentada diariamente pela população paraibana.

Parte 3 vem aí

A participação do Caveirão no CPAD Notícias ainda não terminou.

A conversa foi dividida em partes e, depois da primeira e da segunda, uma parte 3 será apresentada ao público, dando continuidade aos comentários e às cobranças sobre segurança pública.

Para acompanhar os próximos conteúdos, os ouvintes podem acompanhar a programação da CPAD FM 96,1 e os canais do Caveirão da Notícia nas plataformas digitais.

Caveirão da Notícia — informação, opinião e cobrança em defesa da população e das forças de segurança.

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