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O Caveirão sai mais uma vez em defesa do povo e dispara contra a velha política

Emerson Medeiros, repórter policial há mais de três décadas, rebate declaração do deputado estadual delegado Walber Virgolino e questiona políticos que transferem ao eleitor a responsabilidade pelos problemas da política brasileira

O Caveirão da Notícia, mais uma vez, saiu em defesa do povo.

O repórter policial Emerson Medeiros, com mais de três décadas de atuação na cobertura da segurança pública e conhecedor da trajetória do delegado de polícia e deputado estadual Walber Virgolino, decidiu responder publicamente a um vídeo do parlamentar que, em sua avaliação, apresentou uma fala desastrosa ao atribuir ao eleitor parte da responsabilidade pelos problemas enfrentados na política e na segurança pública.

O debate foi levado ao ar no programa CPAD Notícias, da Rádio CPAD FM 96,1, apresentado pelos pastores Eduardo Silva e Walter Menezes, com participação de Emerson Medeiros, que também atua como repórter policial e comentarista político da emissora.

Emerson foi direto:

“Tem que ter coragem, Walber, para fazer esse debate. E eu faço com você aonde você quiser.”

Para o jornalista, não é correto colocar exclusivamente sobre os ombros do povo a responsabilidade pela existência de maus políticos ou pela prática da chamada “compra e venda de votos”.

Segundo Emerson, se existem eleitores que negociam o voto, também é necessário discutir por que parte da população chegou a esse nível de descrença na política.

“Não podemos colocar a culpa dos maus políticos no povo. Eu não vejo ninguém fazendo, de verdade, aquilo que precisa ser feito no tocante à criminalidade e às mudanças necessárias nas nossas leis, e depois querer dizer que o problema é somente porque o povo está querendo vender o voto”, afirmou.

O jornalista fez questão de deixar claro que um crime não justifica outro.

“Não estou dizendo que um crime cobre o outro crime. Mas, se temos maus eleitores, também precisamos compreender que existe um povo cansado de ver, de dois em dois anos, os mesmos políticos batendo à sua porta, pedindo voto e prometendo mudanças que muitas vezes não chegam.”

O dedo na ferida da política paraibana

Como um dos integrantes do CPAD Notícias, Emerson Medeiros ampliou o debate e colocou o dedo em outra ferida: a concentração de espaços políticos dentro das próprias famílias.

Na avaliação do jornalista, a política paraibana precisa abrir espaço para novas lideranças e deixar de funcionar, em determinados grupos, como se fosse uma espécie de patrimônio familiar.

Emerson questionou a prática de políticos que colocam filhos, esposas, irmãos, mães e outros parentes em posições estratégicas dentro das disputas eleitorais, enquanto outras lideranças permanecem sem oportunidade de crescimento.

“Parece até que esses políticos não têm aliados ou assessores competentes para assumir cargos, para surgir novas lideranças. Eles precisam sempre fazer um puxadinho dentro de casa”, disparou.

O jornalista também criticou o que considera uma tentativa de transformar a representação política em uma espécie de “reinado familiar”, onde os espaços de poder permanecem concentrados entre parentes e aliados mais próximos.

Para Emerson, o eleitor está atento.

“O povo não é besta. O povo está com os olhos bem abertos, vendo tudo isso e acompanhando cada movimento.”

A resposta virá nas urnas

Em tom contundente, Emerson Medeiros afirmou que a população terá, em breve, a oportunidade de responder aos políticos por meio do voto.

“Está bem próximo o dia de o povo dar o troco àqueles que acham que o povo é besta ou que tem que carregar as suas próprias cruzes.”

O Caveirão encerrou sua participação fazendo uma referência à fé cristã e lembrando que cada pessoa deve assumir as consequências de suas próprias escolhas:

“Cada um carregue a sua cruz, como já disse o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”

O comentário de Emerson Medeiros reacende uma discussão que vai muito além de um vídeo ou de uma declaração específica: qual é o limite da responsabilidade do eleitor e onde começa a responsabilidade de quem foi eleito para representar a população?

Para o Caveirão da Notícia, a resposta precisa passar, necessariamente, por uma cobrança firme aos dois lados — mas, principalmente, por aqueles que receberam do povo o mandato e a responsabilidade de transformar a realidade por meio da política.

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