Homenagem reconhece trajetória profissional e atuação jornalística; condecoração foi instituída por lei estadual e entregue durante o I Seminário Tocantinense de Infraestruturas Críticas, em Palmas
RECONHECIMENTO QUE ATRAVESSA FRONTEIRAS
Nasceu no Rio de Janeiro, mas construiu na Paraíba uma história que já dura mais de quatro décadas.
É assim que pode ser resumida a trajetória do jornalista responsável pelo Caveirão da Notícia, que recentemente recebeu, em Palmas, no Tocantins, a Medalha Guardião Araguaia, honraria instituída pela Lei Estadual nº 4.144, de 12 de abril de 2023, no âmbito da Casa Militar do Estado.
A legislação criou a condecoração como forma de reconhecimento a personalidades civis, militares e eclesiásticas, instituições públicas e privadas e profissionais de segurança pública. A regulamentação estabelece que a medalha pode ser concedida por ação meritória ou pelos bons e relevantes serviços prestados em atividades relacionadas à segurança de autoridades e instituições estaduais. (DOE TO)
A concessão da medalha é de competência do chefe do Poder Executivo, após os procedimentos previstos na regulamentação da Casa Militar. (DOE TO)
“A MAIOR HONRARIA DA CASA MILITAR”
Durante sua passagem por Palmas, o jornalista recebeu a comenda em solenidade que reuniu autoridades e representantes de diferentes instituições.
Em seu discurso, o coronel Francinaldo Machado Bó, secretário-chefe da Casa Militar do Tocantins, destacou a importância da Medalha Guardião Araguaia e classificou a honraria como a maior comenda da Casa Militar.
A importância institucional da medalha também aparece nos registros oficiais do Estado. Em publicação do Tribunal de Contas do Tocantins, referente ao I Seminário Tocantinense de Infraestruturas Críticas, a Casa Militar informa que a honraria reconhece personalidades que contribuem para o fortalecimento das relações institucionais e para a segurança do Estado. (TCETO)
O próprio coronel Francinaldo Machado Bó aparece em registros oficiais do Governo do Tocantins como secretário-chefe da Casa Militar. (TCETO)
UMA MEDALHA COM FUNDAMENTO LEGAL
A Medalha Guardião Araguaia não é apenas uma homenagem simbólica.
Sua existência está formalizada na legislação estadual.
A Lei nº 4.144/2023 instituiu a condecoração na Casa Militar, enquanto a Portaria nº 001/2024 – ASSEJUR/GAB/CAMIL regulamentou sua concessão. Entre os critérios previstos estão ações meritórias e trabalhos expressivos, contínuos, relevantes e engrandecedores para o Estado e suas instituições, especialmente aqueles relacionados à segurança de autoridades e instituições estaduais. (DOE TO)
CARIOCA DE NASCIMENTO, PARAIBANO DE HISTÓRIA
Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, o jornalista vive na Paraíba há mais de 40 anos.
Filho de paraibanos, construiu no Estado sua família, suas amizades e sua trajetória profissional. Atualmente reside em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, mantendo na capital paraibana grande parte de sua rotina profissional.
É uma história que ele faz questão de definir de maneira simples:
“Carioca de nascimento. Paraibano de história.”
E é justamente essa história que torna a homenagem recebida no Tocantins ainda mais significativa.
QUANDO O RECONHECIMENTO VEM DE LONGE
Há uma ironia que o próprio jornalista prefere tratar com elegância.
Enquanto ainda aguarda os títulos oficiais de cidadão que poderiam formalizar sua relação histórica com municípios e com o próprio Estado da Paraíba, uma instituição de outro estado brasileiro reconheceu sua trajetória e decidiu homenageá-lo.
Sem pedir título.
Sem reivindicar reconhecimento.
Apenas pelo trabalho realizado.
Pertencimento não se decreta. Constrói-se.
Se um dia vierem os títulos de cidadão pessoense, paraibano ou santa-ritense, serão recebidos com a mesma gratidão com que recebe todas as homenagens.
Mas, até lá, a história continua falando por si.
GRATIDÃO AO TOCANTINS
Ao receber a Medalha Guardião Araguaia, o jornalista fez questão de agradecer ao governador do Tocantins, ao secretário-chefe da Casa Militar e a todos os integrantes da instituição que participaram da homenagem.
Para ele, o reconhecimento representa mais um capítulo de uma trajetória construída ao longo de 32 anos de jornalismo.
E também representa a entrada definitiva do Tocantins em sua história pessoal.
“Não é sobre amizade. É sobre reconhecimento.”
E, acima de tudo:
“Não é sobre mim. É sobre Ele.”
COMENTÁRIO DA REDAÇÃO — CAVEIRÃO DA NOTÍCIA
Existem momentos em que uma medalha deixa de ser apenas uma medalha.
Ela passa a representar uma caminhada.
A Medalha Guardião Araguaia chega depois de mais de três décadas de jornalismo e de uma vida inteira marcada pela dedicação à comunicação e à defesa da sociedade.
O detalhe mais bonito dessa história talvez esteja justamente na origem de quem recebeu a homenagem.
Um carioca que a Paraíba adotou — ou que, melhor dizendo, escolheu a Paraíba para construir sua vida.
Quarenta e três anos depois, talvez não seja mais necessário explicar onde estão suas raízes.
Elas estão aqui.
Em Santa Rita.
Em João Pessoa.
Na Paraíba.
Mas reconhecimento é algo que não se exige.
Ou acontece, ou não acontece.
E, desta vez, ele veio de Palmas.
Veio através da Casa Militar do Tocantins.
Veio através da Medalha Guardião Araguaia.
E veio acompanhado de uma mensagem que vale para qualquer trajetória profissional:
honra-se quem merece honra.
Ao Tocantins, nossa continência.
Ao governador, nossa gratidão.
Ao coronel Francinaldo Machado Bó, nossa amizade, respeito e reconhecimento.
E a todos que participaram dessa homenagem, o nosso muito obrigado.
Porque algumas medalhas são colocadas no peito.
Outras permanecem para sempre na história.


