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“VOLTA À CENA DO CRIME?”: Ricardo Coutinho Volta ao Debate Político em Meio às Lembranças da Operação Calvário

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, volta ao centro das polêmicas tentando novamente ocupar espaço no cenário político paraibano. Porém, o povo não esquece.

Dias após deixar o governo, Ricardo foi acusado pelo Ministério Público da Paraíba de liderar uma organização criminosa instalada dentro da máquina pública estadual, segundo investigações da Operação Calvário, conduzida pelo GAECO.

E aqui é preciso deixar algo claro: ninguém pode afirmar que Ricardo não realizou obras ou investimentos. Fez, sim. Houve avanços na segurança pública, em estradas e em setores administrativos. Mas também ficaram marcadas em sua gestão graves acusações de desvios milionários, esquemas criminosos e corrupção — fatos amplamente divulgados nacionalmente, inclusive em reportagens do Fantástico.

As investigações tiveram à frente homens sérios, preparados e respeitados, como o promotor Octávio Paulo Neto, integrante do Ministério Público da Paraíba, instituição que merece reconhecimento pelo trabalho realizado no combate à corrupção e ao crime organizado.

Agora, em vez de responder com equilíbrio, Ricardo parte para ataques, tentando desqualificar profissionais da imprensa e homens públicos de reputação construída ao longo de décadas, como o jornalista Nonato Bandeira. Defender Nonato não é defender governo. É defender alguém que construiu sua trajetória no jornalismo com credibilidade e respeito.

Ricardo Coutinho chegou a ser preso durante as investigações da Operação Calvário. Isso não foi invenção de adversários políticos. Foi uma decisão da Justiça baseada em investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia.

O povo paraibano precisa lembrar dos fatos. Quem é acusado de desviar dinheiro público jamais deveria tratar a política como uma “volta à cena do crime”. A Paraíba merece respeito, seriedade e homens públicos comprometidos com o povo — e não com interesses pessoais.

Meu respeito e continência aos promotores, procuradores e investigadores que enfrentaram um dos maiores escândalos da história política da Paraíba.

E fica o alerta: o povo não pode permitir que erros do passado voltem a se repetir.

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