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AUSÊNCIA DOS PAIS, AVANÇO DO CRIME E A VERDADE QUE MUITA GENTE NÃO GOSTA DE OUVIR

ATENÇÃO, MEU POVO!

Tem uma verdade que precisa ser dita e que muita gente faz de conta que não existe: a escola não foi criada para substituir pai nem mãe.

Durante um bate-papo bastante produtivo com o comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Ronildo, e com a promotora de Justiça Adriana França, um assunto chamou atenção e merece reflexão.

Muitos pais estão abrindo mão da responsabilidade de educar seus filhos e tentando transferir essa missão para professores e escolas.

Mas vamos falar a verdade?

Professor é educador, orientador, transmissor de conhecimento. Professor ensina matemática, português, história, geografia e prepara o aluno para a vida profissional.

Agora, ensinar respeito, caráter, disciplina, responsabilidade e limites continua sendo obrigação da família.

E quando pai e mãe abandonam essa missão, alguém ocupa esse espaço.

A vida não aceita vazio.

Se a família não orienta, alguém vai orientar.

Se a família não aconselha, alguém vai aconselhar.

Se a família não influencia, alguém vai influenciar.

E muitas vezes quem aparece primeiro é justamente o traficante, o criminoso, o aliciador que está procurando jovens vulneráveis para colocar a serviço do crime.

Essa é uma realidade que policiais, promotores, juízes e conselheiros tutelares enfrentam todos os dias.

Enquanto isso, muita gente prefere procurar culpados em todo canto, menos dentro de casa.

Outro ponto importante da entrevista foi o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela segurança pública da Paraíba ao longo dos anos.

O coronel Ronildo carrega quase quatro décadas de serviços prestados à Polícia Militar. É um homem que viu a corporação passar por momentos difíceis e também por períodos de crescimento e fortalecimento.

E aqui eu faço questão de registrar uma coisa.

Os avanços conquistados hoje não começaram ontem.

São resultados de investimentos, planejamento e trabalho acumulado por diversos governos ao longo dos anos.

Lá atrás, quando Ronaldo Cunha Lima governava a Paraíba e tinha Cícero Lucena como vice-governador, a Polícia Militar enfrentava dificuldades enormes, inclusive com salários atrasados.

Foi necessário organizar a casa, colocar as contas em ordem e devolver dignidade aos profissionais da segurança.

Isso é história. E história não pode ser apagada porque alguém não gosta dela.

Agora, uma coisa precisa ficar muito clara.

Reconhecer acertos não significa virar cabo eleitoral de ninguém.

Não sou capacho de João Azevêdo.

Não sou capacho de Lucas Ribeiro.

Não sou capacho de Cícero Lucena.

Não sou capacho de político nenhum.

Meu compromisso é com a verdade e com a população.

Quando acertarem, terão reconhecimento.

Quando errarem, terão cobrança.

Simples assim.

Quem ocupa cargo público precisa entender que foi escolhido para servir ao povo e não para ser servido por ele.

Portanto, elogios quando merecidos.

Cobranças quando necessárias.

E chicotadas jornalísticas quando a situação exigir.

Porque o papel da imprensa séria não é agradar governantes.

É fiscalizar, informar e defender o interesse da população.

Gostou? Muito obrigado.

Não gostou? Faz parte.

Mas continuarei dizendo aquilo que muitos pensam e poucos têm coragem de falar.

Porque eu não vim para agradar.

Eu vim para acordar quem está dormindo.

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