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EM CAMPINA GRANDE: Polícia Civil desarticula grupo suspeito de roubos a residências de agentes políticos

Oito pessoas foram presas no decorrer das investigações; ação contou com participação da Polícia Civil, Polícia Militar, PRF e órgãos de inteligência

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 12ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), do GTE da 11ª DSPC e da Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande (DRF-CG), realizou, nessa sexta-feira (2), uma ação que resultou na desarticulação de um grupo investigado por supostos roubos a residências de agentes políticos na região de Campina Grande.

Segundo informações da Polícia Civil, as investigações apontam a participação do grupo em, pelo menos, três roubos registrados recentemente.

Um dos crimes aconteceu há aproximadamente 30 dias, no município de Boqueirão. Outro foi registrado no dia 25 de setembro, na residência de um parlamentar estadual. O terceiro ocorreu nessa quinta-feira (1º), na residência de um ex-prefeito e candidato às eleições estaduais.

Durante a operação realizada na sexta-feira (2), quatro pessoas foram presas em flagrante.

De acordo com a Polícia Civil, três delas são investigadas por prestar apoio material ao grupo, incluindo auxílio na fuga dos executores, ocultação de veículos e guarda de objetos utilizados nas ações criminosas.

Um quarto indivíduo, preso em flagrante pela Polícia Militar, é apontado pela investigação como um dos executores do roubo ocorrido no dia 1º de outubro.

Outros quatro homens já haviam sido presos desde o início das investigações, após o crime registrado em Boqueirão.

Com as prisões realizadas na sexta-feira, chega a oito o número de pessoas presas no âmbito das apurações.

Durante as diligências, também foram apreendidos veículos que, segundo a investigação, teriam sido utilizados nos crimes ou no suporte logístico ao grupo, além de materiais relacionados ao tráfico de drogas e outros objetos considerados de interesse para a investigação.

A ação contou ainda com o apoio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Campina Grande, da Unidade de Inteligência da Polícia Civil da Paraíba (Unintelpol), da Polícia Militar da Paraíba e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de esclarecer integralmente a atuação do grupo, individualizar as condutas e identificar e responsabilizar todos os envolvidos.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO

Não adianta: na Paraíba, o crime pode até acontecer, mas a resposta das forças de segurança vem.

É preciso reconhecer o trabalho dos homens e mulheres da Polícia Civil da Paraíba e da Polícia Militar da Paraíba, que, diante de crimes como os investigados em Campina Grande, vão a campo, prendem suspeitos, apreendem veículos e materiais e buscam esclarecer a participação de cada envolvido.

É evidente que seria muito melhor estarmos dando a notícia de que a polícia chegou antes, impediu o crime e prendeu o criminoso no momento em que ele tentava agir.

Essa seria a situação ideal.

Mas existe uma realidade que também precisa ser considerada: a polícia não é onisciente nem onipresente. Só Deus Todo-Poderoso é.

Em nenhum lugar do mundo existe uma força policial capaz de impedir absolutamente todos os crimes.

O criminoso, quando sai de casa decidido a praticar um delito, muitas vezes não pensa nas consequências e muito menos na vítima que encontrará pela frente.

E existe ainda outro debate que precisa ser enfrentado pela sociedade brasileira: o que acontece depois que a polícia prende?

É nesse ponto que entram as leis, o Ministério Público e o Poder Judiciário, cada um dentro de suas atribuições constitucionais.

O debate recente na Paraíba envolvendo o delegado Braz Marrone e outros policiais investigados em uma operação anterior também levanta questionamentos sobre os caminhos percorridos por uma investigação depois das prisões.

Eventuais decisões judiciais de soltura, contudo, não significam, por si só, absolvição ou encerramento das investigações. São decisões tomadas dentro de processos e sujeitas aos instrumentos previstos na legislação.

Mas a pergunta permanece:

AONDE ESTAMOS ERRANDO?

Será que o problema está somente na polícia?

Evidentemente, não.

Precisamos discutir investigação, policiamento, legislação, atuação do Ministério Público, decisões judiciais, sistema prisional e, principalmente, a capacidade do Estado de fazer com que a resposta ao crime seja efetiva.

Porque não adianta o policial colocar a própria vida em risco, investigar durante dias ou meses, prender suspeitos e produzir provas, se todo o sistema que vem depois não conseguir dar continuidade adequada ao trabalho realizado.

A população de bem precisa de segurança.

E segurança não se constrói apenas com discurso.

Constrói-se com polícia valorizada, investigação eficiente, leis adequadas, Justiça funcionando e responsabilidade de todos os setores do Estado.

A ocorrência de Campina Grande mostra mais uma vez que a Polícia Civil e a Polícia Militar estão nas ruas e dando resposta.

Mas também nos faz lembrar que o combate à criminalidade não termina com a prisão.

E aí fica a pergunta que não quer calar:

AONDE ESTAMOS ERRANDO?

A resposta também passa pelas escolhas que cada cidadão faz dentro da democracia.

Amanhã é o dia de você decidir tudo isso — apenas com um clique.

Caveirão da Notícia — informação, opinião e a voz de quem não tem medo de falar.

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