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CASSANDRA DUARTE: SEGURANÇA PÚBLICA TAMBÉM SE FAZ COM PLANEJAMENTO, INTEGRAÇÃO E PRESENÇA

Por trás de uma eleição tranquila existe uma estrutura de segurança trabalhando — e, neste sábado, a Polícia Civil da Paraíba mostrou que está de olho em cada detalhe.

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia-Geral, esteve neste sábado (3) no Centro de Comando e Controle do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), acompanhando o plantão eleitoral e a atuação integrada das forças de segurança.

A visita foi conduzida pela delegada-geral adjunta da Polícia Civil da Paraíba, Dra. Cassandra Duarte, que esteve no centro onde representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros Militar e Guarda Civil Municipal permanecem mobilizados para acompanhar eventuais ocorrências relacionadas ao processo eleitoral.

O espaço concentra informações e chamados de todo o Estado. Além da estrutura instalada no TRE-PB, existem centros de comando regionais nas regiões do Brejo, Cariri e Sertão.

E até o fechamento do plantão deste sábado, a informação era positiva: nenhuma ocorrência havia sido registrada.

COMENTÁRIO DO CAVEIRÃO

Agora, vamos fazer uma leitura diferente desse episódio.

Porque tem gente que olha para uma fotografia dessas e pensa: “A delegada foi ao TRE visitar o centro de comando.”

Não.

É muito mais do que isso.

Quando uma autoridade que ocupa uma das funções estratégicas da Polícia Civil está dentro de um centro como esse, acompanhando pessoalmente o funcionamento da estrutura de segurança, existe uma mensagem muito clara:

segurança pública precisa de presença, comando, integração e planejamento.

E é justamente aí que entra a trajetória da Dra. Cassandra Duarte.

Ela não chegou à condição de delegada-geral adjunta simplesmente por ocupar um cargo administrativo.

Cassandra conhece a Polícia Civil da base à gestão.

Ingressou na instituição em 2006 e passou por diferentes áreas da atividade policial, incluindo delegacias e setores especializados, tendo experiência em investigação, atendimento de ocorrências e enfrentamento de crimes de diferentes naturezas.

Depois, sua trajetória também passou pela área estratégica da segurança pública.

E isso faz diferença.

Porque uma coisa é conhecer segurança pública somente através de relatórios.

Outra coisa é conhecer porque já esteve na rua, já investigou, já ouviu vítima, já enfrentou ocorrência e já sentiu na pele a responsabilidade de tomar uma decisão quando o problema está acontecendo.

É essa experiência que ajuda a explicar uma característica que merece ser destacada na atuação de Cassandra Duarte:

ela não parece enxergar segurança pública apenas como polícia prendendo bandido.

E atenção: prender criminoso é fundamental.

Investigar é fundamental.

Operação policial é fundamental.

Inteligência é fundamental.

Mas segurança pública também passa por política pública, integração institucional, prevenção, capacitação, tecnologia, compartilhamento de informações e diálogo permanente com outras instituições.

E quem acompanha a atuação institucional de Cassandra encontra justamente essa presença em reuniões, plenárias, discussões técnicas e articulações com outros órgãos.

Tribunal de Justiça, Ministério Público, universidade, órgãos de segurança e outras instituições fazem parte desse ambiente de diálogo.

Isso não aparece necessariamente na manchete do dia.

Não rende necessariamente vídeo de viatura entrando em comunidade.

Mas é esse tipo de trabalho que muitas vezes permite que a operação aconteça depois.

É o trabalho que ninguém vê para que, quando a polícia precisar agir, ela tenha informação, planejamento e estrutura para agir.

E o episódio deste sábado no TRE-PB representa exatamente isso.

Estamos falando de uma eleição.

E eleição exige atenção redobrada.

São milhares de pessoas nas ruas, locais de votação, deslocamentos, manifestações políticas, conflitos de interesses e uma série de situações que podem surgir durante o processo.

Por isso, ter um Centro de Comando e Controle funcionando, com diferentes forças sentadas à mesma mesa, significa muito.

Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Bombeiros e Guarda Municipal trabalhando de maneira integrada.

Cada instituição com sua atribuição.

Cada uma fazendo sua parte.

Mas todas olhando para o mesmo objetivo:

garantir segurança para a população e tranquilidade para o processo eleitoral.

E aqui vai uma opinião muito particular do Caveirão:

eu gosto de ver autoridade policial dentro da sala de comando.

Porque autoridade não pode ser apenas assinatura em gabinete.

Tem que acompanhar.

Tem que perguntar.

Tem que ouvir.

Tem que saber o que está acontecendo.

Tem que conversar com quem está na ponta.

E, principalmente, tem que estar preparada para tomar decisão quando necessário.

A trajetória da Dra. Cassandra Duarte demonstra justamente essa passagem:

da investigação para a gestão; da rua para o planejamento; da ocorrência individual para uma visão mais ampla da segurança pública.

E talvez seja essa uma das grandes mudanças que precisamos compreender quando falamos de segurança pública nos dias atuais.

Não basta colocar polícia na rua.

É preciso saber onde colocar, por que colocar, como trabalhar a informação, como integrar as instituições e como antecipar o problema.

Porque segurança pública eficiente não é apenas aquela que reage ao crime.

É aquela que consegue se antecipar a ele.

E, neste sábado, enquanto muita gente estava preocupada apenas com a movimentação eleitoral, havia homens e mulheres das forças de segurança trabalhando nos bastidores para garantir que tudo transcorresse dentro da normalidade.

O resultado?

Até o fechamento do plantão:

zero ocorrências registradas.

E alguém pode dizer:

“Mas não aconteceu nada.”

Pois eu digo exatamente o contrário:

quando tudo dá certo em um grande esquema de segurança, é porque muita coisa foi feita antes para que desse certo.

Esse também é o trabalho da Polícia.

Esse também é o trabalho da gestão.

E esse também é o papel de quem entende que segurança pública se constrói com investigação, inteligência, prevenção, integração e presença.

Caveirão da Notícia — porque a gente não olha apenas para o fato. A gente procura entender o que existe por trás dele.

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