Ocorrência em Uiraúna ganhou grande repercussão e passou a ser acompanhada também por manifestações de natureza política. Nossa redação reafirma seu compromisso com a legalidade, a autoridade policial e o Estado Democrático de Direito.
O portal Caveirão da Notícia vem a público manifestar sua irrestrita solidariedade ao capitão Dias Souza, comandante da 2ª Companhia do 6º Batalhão de Polícia Militar, sediada em Uiraúna, no Sertão da Paraíba, bem como a todos os policiais militares que integram a tropa sob seu comando.
A ocorrência registrada no dia 25 de outubro de 2026, envolvendo o filho da prefeita do município e policiais militares em serviço, ganhou ampla repercussão e ultrapassou os limites de uma discussão sobre uma intervenção policial, chegando também ao campo político.
Algumas lideranças políticas se manifestaram em defesa do capitão, o que é legítimo dentro do debate democrático. Entretanto, é importante deixar claro que a atuação de um policial militar não pode ser julgada pela conveniência política de quem está envolvido na ocorrência, muito menos pela posição social ou familiar de qualquer cidadão.
Aqui no Caveirão da Notícia, não somos políticos, não somos corruptos, não somos covardes e não somos canalhas. Tampouco nos calamos diante de fatos que merecem ser discutidos e esclarecidos perante a sociedade.
Nossa posição é pautada pela Constituição Federal, pelo direito, pela Justiça e pelo respeito às instituições.
Conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência, a intervenção policial aconteceu após situações envolvendo desacato, importunação e agressão física contra um policial militar que estava em serviço. Diante desse cenário, manifestamos nosso reconhecimento à atuação do comando e à importância de uma liderança que não abandona seus subordinados quando eles precisam de amparo.
A lei deve valer para todos, independentemente de sobrenome, influência política, condição financeira ou posição social. Ninguém está acima da legislação brasileira.
É preciso compreender que o policial militar, quando está no exercício de sua função, representa o Estado e tem o dever de agir dentro dos limites legais. Da mesma forma, qualquer cidadão tem seus direitos constitucionais assegurados, mas também precisa cumprir seus deveres.
O direito de ir e vir, a liberdade individual e as garantias constitucionais não podem ser confundidos com autorização para desrespeitar a autoridade policial ou agredir profissionais que estão trabalhando para proteger a sociedade.
Nossa solidariedade ao capitão Dias Souza e à sua tropa é irrestrita, dentro da Constituição, da legalidade e do Estado Democrático de Direito.
UM CAPITÃO QUE NOS FAZ LEMBRAR GRANDES OFICIAIS DA PM PARAIBANA
A postura atribuída ao capitão Dias Souza nessa ocorrência também nos faz voltar no tempo e recordar grandes oficiais da Polícia Militar da Paraíba. Homens que construíram suas histórias na linha de frente, enfrentando dificuldades, combatendo a criminalidade e demonstrando que a autoridade policial precisa ser exercida com coragem, responsabilidade e respeito à lei.
Faço questão de citar três nomes que marcaram época e que ainda despertam respeito e admiração:
Coronel Kelson, um homem cuja trajetória permanece na memória de quem acompanhou os grandes momentos da segurança pública paraibana e que chegou a exercer o comando da Polícia Militar.
Coronel Gutenberg, que, quando ainda atuava nas ruas, era frequentemente lembrado pela firmeza de suas ações. Era um dos nomes mais comentados quando o assunto era enfrentamento à criminalidade. Com passagem pelo comando de unidades operacionais, hoje, já na reserva, deixou sua contribuição à história da instituição.
E também o coronel Sena, cuja passagem pela cidade de Baié ficou marcada por uma atuação que, na nossa lembrança, deixou a cidade em outro patamar de organização e enfrentamento à criminalidade.
São três oficiais que nos fazem recordar uma Polícia Militar que sempre admiramos: uma instituição com homens que não abandonavam seus subordinados, não se intimidavam diante de delinquentes e exerciam suas atribuições com firmeza, sem abrir mão da legalidade.
Não estamos defendendo abuso de autoridade, violência gratuita ou qualquer atitude fora da lei. Estamos defendendo uma polícia respeitada, preparada, valorizada e respaldada para cumprir sua missão constitucional.
NOSSO RECADO É CLARO
Que a Polícia Militar da Paraíba continue formando e tendo em seus quadros homens com coragem, personalidade e compromisso com a missão de servir e proteger.
Que nenhum policial tenha medo de cumprir seu dever por causa de sobrenomes, influência política ou pressões externas. E que toda ocorrência seja apurada com responsabilidade, transparência e respeito às garantias constitucionais.
Ao capitão Dias Souza e aos policiais militares da 2ª Companhia do 6º BPM, deixamos nossa palavra de respeito, reconhecimento e solidariedade.
Porque autoridade não é privilégio, farda não é enfeite e a lei não pode escolher a quem deve alcançar.
E encerramos com uma expressão popular que resume muito bem o nosso pensamento:
DIREITO TEM QUEM DIREITO ANDA!
Emerson Medeiros — Caveirão da Notícia





